A tecnologia de identificação biométrica será utilizada em todas as seções eleitorais do país durante o pleito deste ano. O sistema, que utiliza a leitura das impressões digitais para conferir a identidade do eleitor, tem como objetivo principal reforçar a segurança do processo eleitoral, garantindo que cada cidadão vote apenas uma vez e evitando possíveis fraudes ou tentativas de substituição de identidade.
Segurança e funcionamento da biometria
Desde que foi implementada pela Justiça Eleitoral em 2008, a biometria evoluiu para se tornar uma camada extra de proteção. O processo permite que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) realize o cruzamento de dados, identificando e eliminando registros duplicados no cadastro nacional. Essa medida assegura a integridade do banco de dados e a precisão do colégio eleitoral brasileiro, que conta com 158,7 milhões de eleitores aptos a votar em outubro.
No dia da votação, o procedimento é simples. Ao chegar à seção, o eleitor é convidado a posicionar o dedo no leitor da urna eletrônica. Caso o sistema não reconheça a digital na primeira tentativa, o mesário pode autorizar até quatro repetições do procedimento. Se a falha persistir, o processo não impede o exercício do voto: a mesa receptora realizará a conferência da identidade por meio de documentos oficiais com foto. Após a confirmação dos dados, o eleitor assina o caderno de votação ou registra sua impressão digital, caso não saiba assinar.
O voto é garantido mesmo sem cadastro biométrico
É fundamental esclarecer que a biometria não é uma condição obrigatória para votar. O eleitor que possui o título regular, mas que ainda não realizou o cadastramento das digitais, tem seu direito ao voto plenamente assegurado. Nestes casos, a identificação ocorre de forma tradicional, mediante a apresentação de um documento oficial de identificação com foto no momento da votação.
O prazo para realizar o cadastro biométrico para as eleições de 2026 foi encerrado em maio deste ano. O Tribunal Superior Eleitoral orienta que os cidadãos que ainda não possuem a biometria cadastrada procurem os cartórios eleitorais após o término do período eleitoral. Durante o atendimento, são coletadas a fotografia, as digitais de todos os dedos e a assinatura, dados que compõem o perfil digital seguro do eleitor.
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