A rotina de quem utiliza as travessias hídricas no estado de São Paulo passa por uma mudança significativa. A partir desta segunda-feira (9), os passageiros ganham novas facilidades na hora de quitar as passagens, deixando para trás a exclusividade do dinheiro em espécie.
A novidade acompanha a entrada oficial do consórcio AcquaVias SP na gestão de 14 linhas que antes eram operadas pela Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil). O anúncio da transição foi oficializado no estaleiro das Travessias Litorâneas, localizado no Guarujá.
Novas formas de pagamento nas travessias
Com a nova gestão privada, a principal mudança sentida de imediato pelo público é a inclusão de tecnologias modernas de transação financeira. Agora, além do tradicional papel-moeda e das tags de cobrança automática, os usuários podem efetuar o pagamento das passagens utilizando Pix, além de cartões de débito e crédito.
Essa atualização busca dar mais agilidade ao embarque de pedestres, ciclistas e motoristas. O sistema atende anualmente cerca de 11 milhões de passageiros e 10 milhões de veículos em regiões estratégicas como a Baixada Santista, o Litoral Norte, o Litoral Sul, o Vale do Paraíba e a Região Metropolitana da capital.
Investimentos e parceria público-privada
A chegada da nova operadora é fruto de um leilão de parceria público-privada promovido pelo governo estadual no ano passado. A previsão contratual estabelece que a AcquaVias SP injete R$ 2,5 bilhões ao longo de 20 anos de concessão.
De acordo com a pasta responsável, a contraprestação anual do estado será de R$ 402,93 milhões. O modelo de remuneração da concessionária é atrelado diretamente ao cumprimento de metas e indicadores de desempenho, como a redução de filas e a melhoria geral na prestação do serviço, conforme detalhado em reportagem da Folha de S. Paulo.
Planos de modernização e frota ecológica
Para os primeiros meses, o cronograma prevê um período de 90 dias de operação assistida, contando com o suporte da Semil na adaptação gerencial. Os preços dos bilhetes seguem congelados, sem previsão de reajuste imediato para os usuários.
A longo prazo, o plano de modernização engloba a aquisição de 45 novas embarcações, sendo 40 delas 100 por cento elétricas. A substituição gradativa das balsas mais antigas tem início previsto a partir do terceiro ano, acompanhada pela entrega de 20 terminais novos ou reformados, cabines automáticas e centros de controle operacional modernos.
Continue acompanhando o Fato Paulista para se manter informado sobre os principais acontecimentos, mobilidade urbana e prestação de serviços no estado de São Paulo, sempre com apuração rigorosa e compromisso com a notícia de qualidade.




