Audiência da Record sofre impacto com a Copa do Mundo e perde espaço para o SBT

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A Record enfrenta queda de audiência com a Copa do Mundo, enquanto o SBT ganha espaço. Confira os números do Ibope e o impacto na TV aberta.
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A programação da televisão aberta brasileira vive um momento de intensa disputa por atenção, cenário intensificado pela realização da Copa do Mundo. Nesta terça-feira (30), a Record enfrentou um desafio significativo em sua grade, registrando números abaixo do esperado em horários estratégicos. O fenômeno reflete o comportamento do público, que tem migrado massivamente para as emissoras detentoras dos direitos de transmissão do torneio esportivo.

Impacto direto da Copa do Mundo na grade vespertina

O efeito da Copa do Mundo sobre a audiência das emissoras que não transmitem os jogos tornou-se evidente. A novela Jesus, exibida pela Record na faixa da tarde, atingiu a marca de 3,0 pontos de média. O índice representa um dos desempenhos mais baixos da trama em seu histórico recente, consolidando a emissora na terceira colocação no ranking do Ibope durante o confronto direto.

Enquanto a Record buscava manter sua base de telespectadores, o SBT aproveitou a oportunidade para se destacar. Com a exibição da partida entre Noruega e Costa do Marfim, a emissora alcançou 3,7 pontos de média, subindo para 3,8 pontos durante o pós-jogo. A disparidade de números evidencia como o conteúdo esportivo atua como um ímã de audiência, alterando a dinâmica habitual de consumo televisivo no país.

A força do evento esportivo na liderança

A hegemonia da Globo durante as transmissões esportivas permanece incontestável. No confronto entre Noruega e Costa do Marfim, a emissora atingiu 14,8 pontos, distanciando-se significativamente da concorrência. O cenário de “ressaca” televisiva, termo utilizado para descrever a queda de audiência após grandes eventos, foi observado desde a partida entre Brasil e Japão, realizada na segunda-feira (29).

Naquela ocasião, a Globo registrou 34,1 pontos, enquanto o SBT, mesmo sem a exclusividade, garantiu 12,8 pontos. A Record, por sua vez, tentou contornar a ausência do futebol apostando na exibição do filme A Onda dos Sonhos 2. A estratégia, no entanto, não surtiu o efeito desejado, com o longa registrando apenas 0,9 ponto, um reflexo claro da dificuldade em competir com o apelo do futebol.

Desafios estratégicos para a programação

O cenário atual impõe uma reflexão sobre a estratégia de grade das emissoras que não possuem direitos esportivos. A fragmentação do público durante grandes torneios exige adaptações rápidas, mas nem sempre eficazes. A Record, que tradicionalmente mantém uma audiência fiel em seus programas de jornalismo e dramaturgia, viu seus índices oscilarem negativamente diante da força do evento global.

A análise dos números de terça-feira mostra que, mesmo em faixas horárias consolidadas, a concorrência por meio de eventos ao vivo altera a preferência do espectador. O monitoramento constante desses dados é fundamental para compreender como o mercado de televisão se comporta em períodos de alta competitividade. O Fato Paulista segue acompanhando os desdobramentos da audiência e as movimentações das principais emissoras do país, trazendo sempre uma análise apurada sobre o que acontece nos bastidores da TV brasileira.

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