Arquitetura e patrimônio de Itaquera

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Hoje, trago para os leitores desta coluna, no Fato Paulista, um pouco da história de um dos imóveis mais significativos, principalmente quando a seu papel na formação educacional dos Itaquerenses.
patrimônio de Itaquera
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Patrimônio de Itaquera – O casarão situado à RUA VICTÓRIO SANTIM (antiga rua Itaúna), construído provavelmente entre 1920 e 1930, digo provavelmente, pois não encontramos registros sobre a data real de sua construção, foi inicialmente uma chácara de descanso de famílias de grande posse, da sociedade paulistana da época, que viam em Itaquera um local onde poderiam usufruir da tranquilidade e respirarem um ar puro.

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A relação deste casarão com a educação dos Itaquerenses é marcada a partir do momento em que foi escolhido para abrigar o primeiro grupo escolar de Itaquera, o Grupo Escolar Alvares de Azevedo, onde todas as crianças de Itaquera, daquela geração, foram alfabetizadas. Até hoje, após ser ocupado por várias entidades, ele é reconhecido pelos mais velhos como sendo o prédio do Grupo Escolar Alvares de Azevedo.

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Para atender a demanda das novas crianças que surgiam com o crescimento populacional de Itaquera, foi necessário a criação dos galpões de madeira que se transformaram em provisórias salas de aula, e que acabam incorporando-se ao conjunto arquitetônico e histórico de onde muitos estudaram, inclusive o escriba que aqui relata este fato com vocês.

Quando o Grupo Escolar Alvares de Azevedo ganhou seu prédio moderno (para a época), o casarão e os galpões de madeira foram ocupados pelo Ginásio Estadual Professora Emília de Paiva Meira, que anteriormente ocupava o Casarão Sábado D’Angelo.

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O Emília, como era carinhosamente chamado, transformou-se num marco para Itaquera, sendo reconhecido como a melhor escola de toda a região, atraindo alunos de vários bairros da vizinhança, como do Carrão, Guaianazes, São Miguel, Poá, Ferraz e muitos outros. Ali formava-se uma geração que faria mais tarde o colegial ou o científico, preparando-se para serem grandes profissionais em diferentes áreas de atuação.

O conjunto arquitetônico, após ser desocupado pelo Colégio Estadual de Itaquera, passou a sediar a Subprefeitura Regional de Itaquera, que ali ficou por longo tempo, prestando serviços para a população do bairro que já se transformara em um dos mais populosos de São Paulo.

Em janeiro de 2013, o prédio passa a ser ocupado pela Biblioteca Pública Sérgio Buarque de Holanda, retornando assim a sua função social prioritária que sempre esteve ligada à Educação.

O Casarão, prédio principal do conjunto arquitetônico em novembro de 2016, foi tombado como Patrimônio Histórico-cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo.

Hoje já temos aprovado e com verba destinada à construção do novo conjunto de edificações destinado a ser a casa própria da Subprefeitura de Itaquera que retorna ao centro do bairro, como reivindicavam os moradores, será um conjunto dos mais modernos e irá contrastar com o histórico casarão que por força do tombamento será preservado.

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