As exportações brasileiras registraram um crescimento expressivo nos primeiros cinco meses de aplicação provisória do tratado comercial entre o Mercosul e a União Europeia. De maio a setembro, as vendas de produtos beneficiados pela redução ou eliminação de tarifas de importação no mercado europeu avançaram 21% em comparação com o mesmo período de 2025.
O balanço foi divulgado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, destacando o impacto positivo imediato para diferentes setores da economia nacional. O tratado entrou em vigor de forma provisória em 1º de maio, ampliando a competitividade de mercadorias brasileiras no exterior após décadas de negociações diplomáticas.
Crescimento em produtos agropecuários e industriais
Diferentes segmentos produtivos do país sentiram os reflexos das novas regras tarifárias logo nos primeiros meses de vigência do acordo. O avanço não se limitou ao agronegócio tradicional, alcançando também itens manufaturados e bens de maior valor agregado.
Entre os destaques com saltos expressivos nas vendas estão os abacates frescos, o mel e o óleo de milho. Outros setores industriais, como o de equipamentos elétricos, passaram a contabilizar receitas expressivas com o envio de transformadores para o continente europeu, movimentando milhões de dólares.
Suporte institucional para empresas nacionais
Para auxiliar os exportadores a navegarem pelas exigências do novo cenário comercial, o governo federal disponibilizou conteúdos técnicos e ferramentas de consulta por meio do Portal Siscomex. O material orienta sobre as normas exigidas para garantir o acesso às preferências tarifárias.
As ferramentas englobam manuais detalhados sobre regras de origem, cronogramas de desgravação tarifária e proteções para indicações geográficas. Essas diretrizes buscam assegurar que empresas de todos os portes consigam cumprir os requisitos burocráticos e aproveitar os benefícios gerados pelo tratado.
Histórico e dimensão do tratado comercial
O alinhamento comercial entre os dois blocos econômicos é fruto de conversas iniciadas em 1999, que se estenderam por mais de vinte anos até a assinatura oficial dos instrumentos jurídicos. A aplicação das normas comerciais começou no mês de maio, estabelecendo a redução gradual de barreiras alfandegárias.
Composto por mercados que somam cerca de 720 milhões de consumidores e um Produto Interno Bruto combinado superior a US$ 22 trilhões, o acordo consolida a União Europeia como um dos destinos mais estratégicos para o comércio exterior do Brasil.
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