De acordo com o último levantamento realizado – em 2019 – pela OMS – Organização Mundial de Saúde – são registrados cerca de 700 mil suicídios por ano em todo o Planeta. Deste total, quase 14 mil são no Brasil, sendo 38 pessoas por dia que cometem o suicídio.
Ainda segundo o levantamento da OMS estima-se que praticamente 100% de todos os casos de suicídio estavam relacionados às doenças mentais, principalmente não diagnosticadas ou tratadas incorretamente. Dessa forma, a maioria dos casos poderia ter sido evitada se esses pacientes tivessem acesso ao tratamento psiquiátrico e informações de qualidade.
E exatamente a necessidade do cuidado preventivo com a saúde mental é sempre abordada pela psicóloga dra. Amanda Hayala nos eventos e palestras que rotineiramente participa.
Ela é diretora do Departamento de Psicologia da Acaapesp – Associação dos Consultores, Assessores e Articuladores Políticos do Estado de São Paulo, que é uma das maiores entidades classistas do Brasil, com sedes regionais em mais de 100 municípios.
“O Setembro Amarelo tem como iniciativa conscientizar as pessoas de que o suicídio pode ser prevenido com o cuidado da saúde mental”, ressalta a dra. Amanda Hayala.
Segundo ela, por se tratar de um assunto delicado, a população tem pouco conhecimento sobre o tema. Porém o suicídio é a terceira causa mais recorrente de morte entre a população, por isso é importante que as pessoas tenham conhecimento sobre esta questão.
A psicóloga é enfática em afirmar que a principal causa do suicídio está relacionada a transtornos mentais. “Porém não é a única causa”, avisa e destaca que muitas vezes o suicídio pode estar relacionado a situações muito impactantes, que fazem sentir um sofrimento emocional muito intenso, como por exemplo a discriminação.
Relata que o suicídio pode ocorrer com pessoas próximas e avisa que é importante observar e saber identificar os sintomas, pois sãos perceptivos. A dra. Amanda Hayala cita o desinteresse, diminuição na produtividade e o isolamento como os principais sintomas aparentes. “Muitas vezes as pessoas de forma errônea somente veem o suicídio como a única saída, mas sabemos que para tudo sempre existe uma solução”, enfatiza.
A psicóloga informa que aquele que precisa de ajuda, normalmente, dá sinais claros que está passando por problemas. “O primeiro passo é o acolhimento e o diálogo, deixe que a pessoa fale, sem emitir julgamentos e opiniões, pois não temos a dimensão da dor do outro”, finaliza.
O CVV Centro de Valorização a Vida realiza atendimentos gratuitos a qualquer pessoa. O centro garante sigilo total e atende por telefone, e-mail e chat 24 horas por dia, nos sete dias da semana, pelo telefone 188.




