Mas o sódio faz tão mal assim? É necessário ou não ao organismo? A baixa ingestão deste mineral pode prejudicar o organismo? E o excesso faz mesmo subir a pressão arterial? Sobre estas e outras dúvidas o Fato Paulista On-Line ouviu a nutricionista Dra. Amanda Oliveira, que é pós graduada em Nutrição e Atividade Física e também em Prescrição de Fitoterápicos e Suplementação Nutricional Clínica e Esportiva.
Mais conhecido como o sal de mesa, o sódio, ou cloreto de sódio, é uma substância muito comum no preparo das comidas do brasileiro. Para se ter uma ideia, em cada cem gramas de sal refinado, possuí cerca de 40% de sódio. Isso chama a atenção da importância do sódio na nossa alimentação diária.
Ela informa – que na quantidade adequada – o organismo necessita deste mineral.” O sódio é um dos minerais mais importantes para o bom funcionamento do corpo. Ele é vital para a manutenção de importantes processos do organismo. Por exemplo: o sódio permite a transmissão de informações entre as células nervosas, é o desencadeador da contração muscular e regulador da pressão arterial”, explica.
A nutricionista vai além e destaca ainda que o sódio também está presente no transporte de nutrientes no intestino delgado e nos rins. O mineral ainda garante o equilíbrio de fluidos e do nível de acidez no organismo.
Vale lembrar que a Dra. Amanda Oliveira convive diariamente com diversas realidades de várias regiões devido a condição de diretora do Departamento de Nutrição de uma das maiores entidades classistas do Brasil, com sedes regionais em mais de 100 municípios, a Acaapesp (Associação dos Consultores, Assessores e Articuladores Políticos do Estado de São Paulo). Através desta entidade a nutricionista promove o Projeto Nutrição Social, voltado a famílias de baixa renda.
Ainda quanto ao Cloreto de Sódio ela informa que o excesso pode sim ser prejudicial à saúde. “Tudo de mais faz mal, o excesso de sódio também gera complicações. A Organização Mundial da Saúde recomenda a ingestão diária de menos de 2 miligramas de sódio, o que pode ser encontrado em 5 gramas de sal”, explica e faz um alerta: “acima disso é preciso se preocupar, já que as consequências podem atingir todo o organismo”.
Ressalta que um dos principais órgãos afetados pelo excesso de sódio são os rins. Segunda explica o sistema renal não está adaptado para excretar grande quantidade de minerais e, com isso, podem ocorrer graves inflamações.
O excesso de sódio também pode fazer surgir doenças cardiovasculares e desencadear um acidente vascular cerebral, além de desenvolver hipertrofia ventricular esquerda e hipertensão arterial sistêmica (HAS).
“Diante das graves complicações geradas pelo excesso de sódio, é recomendável uma reeducação alimentar. Além de reduzir o consumo do sal de cozinha, deve-se buscar outras fontes de sódio”, informa e aponta as verduras, grãos, frutas e hortaliças como fontes com baixo teor desse mineral e, por isso, podem equilibrar a quantidade ingerida desse componente.
“Também é indicado reduzir o consumo de produtos industrializados. Muitos deles utilizam altas taxas de sódio para fazer a conservação”, finaliza.




