O estado de São Paulo registrou 67 casos confirmados de mpox desde o início de outubro, o equivalente a cerca de 22% de todas as infecções notificadas no território paulista ao longo deste ano. Esse avanço repentino acendeu o sinal de alerta na Secretaria Estadual da Saúde (SES-SP) para a aceleração da transmissão nas últimas semanas.
Ao todo, o território paulista já contabiliza 300 casos da doença entre janeiro e o início de novembro de 2026, sem nenhum óbito registrado até o momento. A capital paulista surge como o principal foco da infecção, concentrando 197 ocorrências confirmadas no período.
Monitoramento e panorama epidemiológico estadual
Os dados detalhados constam na plataforma oficial do Núcleo de Informações Estratégicas em Saúde do estado. Em termos comparativos, o estado fechou o ano passado com 423 casos, enquanto em 2024 a marca atingiu 1 134 registros.
Apesar de a Organização Mundial da Saúde (OMS) ter encerrado a emergência sanitária global para a mpox em setembro de 2025, a vigilância epidemiológica paulista mantém a doença sob monitoramento constante. As ações incluem o rastreamento rigoroso de contatos e exames laboratoriais ativados para conter potenciais surtos.
Segundo a pasta estadual, os serviços de saúde permanecem em prontidão para identificar e notificar rapidamente qualquer suspeita suspeita. O objetivo é evitar uma disseminação mais ampla do vírus entre a população.
Formas de transmissão e principais sintomas
Causada pelo vírus MPXV, a mpox é transmitida principalmente pelo contato direto com lesões na pele, mucosas e fluidos corporais de pessoas infectadas, inclusive durante relações sexuais. A contaminação também pode ocorrer por meio de objetos compartilhados, como toalhas e roupas de cama.
Os sintomas mais frequentes relatados por pacientes incluem lesões e feridas na pele, com manifestações na região genital, além de febre, fraqueza, dores de cabeça, dores no corpo e o inchaço nos linfonodos, conhecidos popularmente como ínguas.
Orientações de prevenção e cuidados essenciais
Para barrar a circulação do vírus, a recomendação das autoridades sanitárias é evitar o contato íntimo com pessoas que apresentem sinais visíveis da doença. Também é fundamental não compartilhar itens de uso pessoal.
Manter a higienização constante das mãos com água e sabão ou álcool em gel continua sendo uma medida indispensável de proteção. Para entender mais sobre este e outros temas de relevância para o seu cotidiano, acesse a Organização Mundial da Saúde e continue acompanhando as notícias do Fato Paulista, seu portal comprometido com a informação de qualidade e apuração rigorosa.




