O Governo de São Paulo inicia uma nova fase na gestão e na operação das Travessias Litorâneas com a entrada da concessionária Acquavias, que passa a operar o sistema em regime de transição. O início desta etapa conta com um período de três meses de operação assistida, acompanhado pela Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística para assegurar a continuidade dos serviços prestados à população.
A concessão abrange 14 travessias em diversas regiões do estado e prevê aportes bilionários para a modernização completa da infraestrutura hidroviária nos próximos anos. O modelo busca equacionar demandas históricas de mobilidade em áreas de grande fluxo turístico e residencial.
Plano de investimentos e modernização da frota
O contrato de concessão estabelece um plano de investimentos de R$ 2,5 bilhões ao longo dos 20 anos de vigência. Entre as principais entregas previstas estão a incorporação de 45 novas embarcações, sendo mais de 40 delas movidas à eletricidade, o que sinaliza um forte apelo de sustentabilidade ambiental para o modal.
Além da renovação dos barcos, o projeto contempla a construção ou a ampliação de 20 terminais, a implantação de centros de controle operacional e a instalação de cabines automáticas de cobrança. O sistema atende anualmente cerca de 11 milhões de passageiros e 10 milhões de veículos na Baixada Santista, no Litoral Norte, no Litoral Sul, na Região Metropolitana de São Paulo e no Vale do Paraíba.
Histórico de melhorias e indicadores operacionais
A nova fase contratual coroa um ciclo de intervenções realizadas pelo estado entre os anos de 2023 e 2026. Nesse período, foram destinados recursos expressivos para a recuperação da frota existente e para a melhoria dos atracadouros, o que elevou a disponibilidade média dos equipamentos de 60,9% para cerca de 80%.
Os reflexos dessas ações foram medidos durante as temporadas de maior movimento, como a Operação Verão e os feriados prolongados. Houve reduções consistentes no tempo médio de espera para embarques em trechos críticos, acompanhadas de crescimentos expressivos na demanda de usuários, especialmente em rotas que ligam o continente a ilhas e municípios litorâneos.
Novos meios de pagamento e fiscalização regulatória
Durante os três meses iniciais de transição, as tarifas e as gratuidades vigentes serão mantidas integralmente para todos os usuários. Paralelamente, a concessionária implanta de forma gradual novas alternativas de pagamento, incluindo Pix e cartões de crédito e débito nas bilheterias e acessos.
A fiscalização regulatória de todo o processo ficará a cargo da Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), que passa a monitorar o cumprimento das metas contratuais. O objetivo central é garantir regularidade, segurança e agilidade no transporte aquaviário paulista.
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