Dos 14 municípios que compõem a microrregião, sete apresentam índice de infestação superior a 500, referência para que uma localidade seja considerada crítica pelo Ministério da Saúde.
A população dos 7 municípios mais afetados da microrregião é estimada em 287 mil pessoas, entre elas, houve 2.582 adoecimentos por dengue em 2021. Entre os municípios, ainda houve confirmações de 2 casos de zika e um de chikungunya.
O município de Rubiácea é o que apresenta estado mais crítico. Em 2021, registrou 145 casos entre a população que tem cerca de 8 mil pessoas. Atrás dele, está Valparaíso, cuja população é de 27 mil pessoas. Entre elas, houve a confirmação de 640 casos.
“A circulação do vírus entre as regiões é rápida e não respeita limites geográficos, alerta o coordenador-geral de Arboviroses do Ministério da Saúde, Cássio Peterka. O mosquito pica alguém contaminado e rapidamente espalha os vírus entre as pessoas que estão próximas.
Tereza Cristina de Souza (60), moradora de Ribeirão Preto (SP), acredita que se contaminou três vezes por dengue e uma por zika porque os moradores próximos seguem sem cuidados com a limpeza do ambiente. “Depois que adoeci pela primeira vez, recebi a visita de agentes ambientais que me orientaram sobre locais que eu nem imaginava que poderiam ser criadouros”, diz. Entre esses locais, estavam o compartimento atrás da geladeira e um cano que servia como suporte para o Varal.
Cuidados necessários
Devido às altas temperaturas e às chuvas abundantes, o verão é o período do ano em que os ovos eclodem e acarretam o aumento de infecção por dengue, chikungunya e zika. Por isso, fique atento às dicas para evitar a proliferação do mosquito:
- Vire garrafas, baldes e vasilhas para não acumularem água.
- Coloque areia nos pratos e vasos de plantas.
- Feche bem os sacos e lixo.
- Guarde os pneus em locais cobertos.
- Tampe bem a caixa-d´água.
- Limpe as calhas.
Fonte: Brasil 61




