Em uma final emocionante disputada na noite deste sábado, o Cruzeiro derrotou o Corinthians e se sagrou campeão da Libertadores da América feminina pela primeira vez na história, logo em sua estreia na competição continental. A partida entrou para a memória do esporte sul-americano devido à intensidade dramática e à monumental reação das jogadoras mineiras no gramado do estádio Casablanca, em Quito, no Equador.
Diferentemente do formato tradicional da versão masculina, a principal competição de clubes da América do Sul no futebol feminino é realizada integralmente em uma única sede. O palco da decisão recebeu um confronto brasileiro eletrizante que coroou a hegemonia técnica do país no continente, garantindo mais um troféu para o futebol nacional, conforme detalhado na cobertura da Agência Brasil.
Domínio inicial do Corinthians e desvantagem ampla
O primeiro tempo da decisão foi marcado pelo amplo domínio das paulistas. O time alvinegro impôs seu ritmo desde os minutos iniciais e abriu vantagem confortável antes do intervalo, contando com grande atuação do setor ofensivo.
A experiente Gabi Zanotti comandou as ações da equipe paulista ao marcar os dois primeiros gols da etapa inicial. O primeiro tento saiu em uma cabeçada precisa no contrapé da goleira Camila, enquanto o segundo aproveitou uma falha na saída de bola da defesa cruzeirense.
Reação heroica e chuva de gols na etapa final
O início do segundo tempo parecia sacramentar a vitória corinthiana quando Vic Albuquerque apareceu livre para completar de primeira e ampliar para 3 a 0 logo aos três minutos. A situação parecia irreversível para a equipe mineira.
No entanto, a resposta das Cabulosas começou a tomar forma antes dos 10 minutos. Byanca Brasil, artilheira da competição com seis gols, e Vitória Calhau, convertendo penalidade, diminuíram a diferença para 3 a 2 e renovaram as esperanças da equipe.
Empate dramático nos acréscimos e tensão nos pênaltis
Mesmo após Vic Albuquerque marcar novamente aos 22 minutos e dar aparente tranquilidade ao Corinthians, o Cruzeiro demonstrou resiliência impressionante. Ketlin marcou de cabeça após cobrança de escanteio, e Letícia igualou o marcador em 4 a 4 já nos acréscimos, também de cabeça.
Na disputa por pênaltis, após alternâncias de erros e defesas, a goleira Camila defendeu a cobrança de Gi Fernandes e garantiu o título inédito. Com a conquista, a equipe assegurou vaga direta para a próxima edição do torneio continental em 2027.
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