Uma lei estadual criada em 2018 pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo obriga os postos de combustíveis a abastecerem com GNV somente veículos identificados com o selo do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia).
Segundo os números do Detran.SP, só nos dez primeiros meses do ano, o crescimento foi de 102% na comparação com o mesmo período de 2020 – saltou de 2.527 para 5.106. Isso acontece em razão da alta nos preços da gasolina e do etanol. Apesar do GNV ser um derivado do petróleo, sua produção e comercialização é mais barata do que os outros dois principais combustíveis.
Com os pedidos de alteração de combustível, os donos dos veículos devem procurar empresas credenciadas especialistas em instalar o kit GNV. Com o serviço concluído, os proprietários devem solicitar um novo registro veicular ao departamento de trânsito, o que inclui uma vistoria, para saber se o sistema de GNV foi instalado corretamente, se não há vazamentos e se o carro vai funcionar normalmente com o novo combustível.
A lei criada na Alesp busca garantir a segurança da população, uma vez que há riscos de explosão. Os donos de postos não podem abastecer veículos que não tenham o selo do Inmetro no kit GNV. Além de ser um risco, a ausência do registro do órgão pode apontar que o veículo é clandestino e passou pela mudança de combustível em empresas ilegais.
Adaptação
O motorista que quiser fazer o uso do GNV como combustível deve solicitar autorização prévia junto ao Detran-SP por meio do e-mail autorizacoesprevias@detran.sp.gov.br junto a documentos que deverão ser digitalizados e encaminhados, é possível consultar a lista de documentos necessários no site do Detran-SP.




