Metrô de SP aposenta bilhetes magnéticos em novembro e adota QR Code nas estações

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Metrô de SP substitui bilhetes magnéticos por QR Code a partir de novembro e define regras para troca em estações.
Metrô de SP aposenta bilhetes magnéticos em novembro e adota QR Code nas estações
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A partir do dia 1º de novembro, os tradicionais bilhetes magnéticos do tipo Edmonson deixarão de ser aceitos nas catracas do sistema metropolitano paulista. A medida abrange as linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata do Metrô, marcando o encerramento definitivo de uma tecnologia que acompanhou a rotina dos passageiros desde a inauguração da operação comercial, em 1974. A transição faz parte de um processo contínuo de modernização voltado a ampliar a eficiência e a agilidade no acesso ao transporte público.

Para garantir que nenhum usuário seja prejudicado, a operadora estabeleceu um cronograma específico para a substituição dos itens ainda em circulação. Os passageiros que guardam cartões não utilizados terão um prazo estendido para realizar a troca por códigos digitais, assegurando a migração completa para o padrão atualizado.

Procedimento e regras para a substituição

O atendimento aos usuários será centralizado nas estações Paraíso, que conecta as linhas 1-Azul e 2-Verde, e Tatuapé, pertencente à Linha 3-Vermelha. Os postos funcionarão diariamente das 6h às 22h, diretamente nos guichês de atendimento das bilheterias. A conversão é destinada exclusivamente aos bilhetes do tipo G-01 Unitário emitidos pelo Metrô de São Paulo, que precisam estar válidos, sem rasgos, picotes, barras danificadas ou qualquer outro sinal de uso.

Quem possuir até 10 unidades poderá efetuar a troca de maneira imediata no momento da solicitação. Já para quantidades superiores a esse limite, será necessário entregar os cartões para uma etapa de análise e validação, mediante apresentação de documento oficial de identificação e cadastro de um telefone ou e-mail para posterior aviso sobre a retirada dos novos QR Codes.

Novas alternativas de pagamento nas estações

Com a saída definitiva dos cartões magnéticos de papel, os passageiros contam com uma série de alternativas tecnológicas para a liberação das catracas. Entre as opções mais utilizadas estão o Bilhete Único, o cartão TOP e as passagens unitárias baseadas em QR Code, que podem ser obtidas tanto em formato impresso nas máquinas de autoatendimento quanto de forma digital por meio de aplicativos e canais oficiais de atendimento, incluindo o pagamento por Pix nas estações.

Além disso, o sistema aceita o pagamento direto nas catracas por aproximação, utilizando cartões físicos ou virtuais de crédito e débito das principais bandeiras do mercado. A mesma facilidade se estende a celulares, relógios inteligentes e outros dispositivos eletrônicos integrados a carteiras digitais, refletindo o avanço tecnológico na mobilidade urbana.

Legado de uma tecnologia centenária

O encerramento do padrão Edmonson representa o fim de uma era inspirada pelo criador inglês Thomas Edmondson, responsável por introduzir no século XIX os bilhetes ferroviários de papel numerados. Ao longo de décadas de operação na capital paulista, o pequeno cartão de papelão com tarja magnética transformou-se em um símbolo cotidiano e objeto de coleção, com mais de 13 bilhões de unidades fabricadas em cerca de 30 edições especiais ao longo da história.

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