Sarampo pode causar sequelas graves e atingir cérebro e audição

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Secretaria de Saúde de SP alerta que complicações do sarampo podem afetar cérebro, audição, visão e pulmões, exigindo atenção à vacinação.
Sarampo pode causar sequelas graves e atingir cérebro e audição
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A infecção pelo vírus do sarampo vai muito além dos sintomas iniciais conhecidos na fase aguda da doença, representando riscos significativos para órgãos vitais e sistemas do corpo humano. De acordo com um alerta emitido pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, as complicações podem comprometer de forma permanente o cérebro, a audição, a visão e os pulmões dos pacientes afetados.

Embora uma parcela expressiva da população consiga se recuperar totalmente, especialistas reforçam que o impacto tende a ser mais severo entre crianças pequenas. O motivo principal para essa vulnerabilidade está na fase de desenvolvimento em que o sistema imunológico infantil ainda se encontra, tornando o organismo menos preparado para combater os danos causados pelo vírus.

Impactos neurológicos e respiratórios na fase aguda

Durante o período mais crítico da infecção, o sistema nervoso central pode ser diretamente atingido por inflamações graves. Entre as ocorrências mais preocupantes está a encefalite, um quadro de inflamação cerebral capaz de desencadear convulsões, episódios de confusão mental, alterações no nível de consciência e dificuldades na fala.

Segundo o infectologista Ralcyon Teixeira, diretor da divisão Médica do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, o comprometimento pulmonar também figura entre as consequências preocupantes da doença. Danos nessa área deixam o paciente com maior predisposição para novas infecções respiratórias e episódios recorrentes de falta de ar.

Riscos a longo prazo e a rara ameaça da PESS

Os perigos associados ao vírus não desaparecem necessariamente com o fim dos sintomas aparentes. Algumas sequelas podem se manifestar de maneira progressiva ou permanecer por toda a vida, exigindo monitoramento médico contínuo ao longo do crescimento infantil.

Entre os cenários mais graves e raros está a panencefalite esclerosante subaguda, conhecida pela sigla PESS. Trata-se de uma condição neurológica degenerativa que pode surgir anos após o contato inicial com o vírus, com relatos de primeiros sinais que aparecem até uma década depois da infecção original.

A importância da vacinação e do acompanhamento pediatrico

Diante da ausência de um tratamento específico que elimine totalmente o vírus após a infecção, a prevenção continua sendo a ferramenta mais eficaz de proteção coletiva e individual. A recomendação das autoridades sanitárias é checar rigorosamente a caderneta de vacinação para garantir que todas as doses estejam em dia.

Especialistas também destacam que crianças que já contraíram a doença precisam de acompanhamento médico regular. Esse seguimento serve para avaliar marcos do desenvolvimento neuropsicomotor, como a capacidade de engatinhar, caminhar e articular as primeiras palavras, além de identificar eventuais dificuldades de aprendizado futuras.

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