Novo Parque do Moinho vai transformar a paisagem do centro de São Paulo

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Novo Parque do Moinho em Campos Elíseos vai transformar o centro de São Paulo com investimento de R$ 41,3 milhões e áreas de lazer.
Novo Parque do Moinho vai transformar a paisagem do centro de São Paulo
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O Governo de São Paulo deu mais um passo significativo rumo à revitalização da região central da capital com o avanço do projeto do Parque do Moinho. O novo espaço de lazer e convivência será implantado no bairro de Campos Elíseos e promete mudar a dinâmica urbana de uma área historicamente marcada por vulnerabilidades. Com uma extensão planejada de 61,3 mil m², o local ocupará o terreno da antiga Favela do Moinho, após o bem-sucedido processo de reassentamento de 851 famílias promovido pela Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU).

A iniciativa faz parte de um plano mais amplo de requalificação urbana que busca integrar o território remodelado ao cotidiano dos cidadãos. Segundo o secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Marcelo Branco, a primeira fase do projeto cumpriu o objetivo primordial de resgatar moradores que viviam em condições insalubres e sob forte influência do crime organizado. Agora, a gestão estadual avança para a segunda etapa, que consiste em incorporar a área à malha urbana e oferecer equipamentos públicos de qualidade para a população que transita pelo centro histórico.

Infraestrutura completa e divisão em eixos estratégicos

Desenvolvido pelas equipes técnicas da CDHU, o projeto arquitetônico e paisagístico do parque foi estruturado em quatro eixos fundamentais: Cultural e Educativo, Ecológico, Esportivo e Recreativo, e de Serviço. Essa divisão busca atender a diversos perfis de frequentadores, oferecendo desde opções voltadas para a prática de atividades físicas até espaços voltados para a educação ambiental e a contemplação da natureza na rotina diária.

Na primeira etapa de implantação, os visitantes contarão com quadras poliesportivas, de basquete e de areia, além de pista de skate, parque infantil, academia ao ar livre e rotas sinalizadas para caminhada e ciclismo. O projeto também contempla a instalação de sanitários, bebedouros e áreas dedicadas a oficinas culturais. Nas fases seguintes, o parque ganhará uma horta urbana, um viveiro especializado em espécies nativas da flora e um pátio de compostagem, reforçando o compromisso com a sustentabilidade urbana.

Integração com a malha urbana e transporte público

A localização estratégica do novo espaço de lazer é outro diferencial relevante para a mobilidade e o planejamento da metrópole. O parque ficará situado em uma área que atravessa o Viaduto Engenheiro Orlando Murgel, nas proximidades das linhas 7-Rubi, 8-Diamante e 11-Coral de trens metropolitanos. Em um momento posterior, parte do terreno será direcionada para a construção da futura estação Bom Retiro.

Para viabilizar a totalidade do projeto, o plano abrange quatro áreas distintas: o terreno da comunidade anterior, um imóvel pertencente à Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp) e outras duas propriedades particulares. Os três últimos locais encontram-se em processo de desapropriação conduzido pela CDHU, que já obteve autorização para iniciar os trabalhos preliminares de preparação do solo e topografia.

Investimentos, prazos e revitalização do centro

A obra encontra-se atualmente na fase de contratação da empresa que será encarregada da execução material do projeto. O edital lançado pela CDHU estima um investimento da ordem de R$ 41,3 milhões, com um prazo estimado de dois anos para a conclusão das intervenções, contados a partir da assinatura oficial do contrato com a construtora vencedora do certame.

Essa transformação urbana dialoga diretamente com outras ações de peso na região central, a exemplo da transferência planejada da sede do Governo de São Paulo e do Centro Administrativo para os Campos Elíseos, nas imediações da Praça Princesa Isabel, conforme detalhado em reportagem da Agência SP. A concentração de novos órgãos públicos e de um fluxo intenso de trabalhadores tende a estimular a chegada spontânea de novos comércios, redes de serviços e restaurantes ao entorno.

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