O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia determinou neste domingo o restabelecimento imediato da frota integral do transporte público de Salvador, operando com frequência equivalente à de dias úteis e mantida a gratuidade integral aos passageiros. A medida foi tomada após relatos de dificuldades de locomoção e lentidão na circulação de coletivos que afetaram eleitores durante o segundo turno das eleições na capital baiana.
Na decisão expedida, o presidente do TRE-BA, Maurício Kertzman Szporer, estabeleceu multa no valor de R$ 1 milhão por hora em caso de descumprimento da ordem judicial. O magistrado determinou ainda a expedição imediata de ofício à Delegacia Geral de Polícia Civil da Bahia para intensificar a fiscalização nas ruas, incluindo a utilização de drones para monitorar o fluxo de veículos e garantir o direito ao voto.
Mobilização do governo estadual e prefeitura
Diante do cenário de restrições operacionais, o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, utilizou uma rede social para anunciar que colocou a Polícia Militar e a Secretaria da Segurança Pública à disposição para identificar agentes habilitados na categoria D, aptos a conduzir os ônibus caso o sistema enfrentasse desabastecimento de motoristas.
Por sua vez, a Prefeitura de Salvador informou em nota oficial que determinou a liberação de todos os veículos das garagens, mesmo que houvesse pendências relacionadas a adesivação considerada propaganda irregular. A prioridade estabelecida pelo município foi assegurar o deslocamento da população e a normalização gradual da operação por meio do diálogo entre equipes da secretaria e representantes sindicais.
Denúncias e fiscalização nas garagens
Durante as primeiras horas da votação, eleitores apontaram demoras expressivas nos pontos de parada em Salvador. De acordo com o governo baiano, fiscais encontraram coletivos plenamente aptos para circulação que continuavam estacionados nas garagens durante vistorias realizadas ao longo do pleito.
Em postagem na internet, o secretário da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos da Bahia, Felipe Freitas, relatou ter sido informado pelo sindicato dos trabalhadores de que operadores não haviam sido devidamente convocados para colocar a frota completa nas ruas. Para mitigar os impactos, órgãos como o Procon-BA, a Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Energia, Transportes e Comunicações e a própria secretaria organizaram uma operação especial de fiscalização.
Posicionamento municipal e operação especial
O prefeito de Salvador, Bruno Reis, declarou que a frota municipal estava disponível e atribuiu as falhas registradas a entraves operacionais nas garagens e a movimentações que atrasaram a saída dos veículos. Segundo a gestão municipal, a Secretaria Municipal de Mobilidade registrou a retenção de dezenas de veículos em uma garagem situada no bairro de Caminho de Areia, o que comprometeu o atendimento inicial aos eleitores.
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