A rotina de exames, consultas e terapias altera profundamente o cotidiano de quem enfrenta o diagnóstico de uma doença grave. Para Adriana Ferreira, de 49 anos, o enfrentamento do câncer de mama significou superar tanto os desgastes físicos quanto os impactos emocionais de uma jornada iniciada em 2025. O apoio recebido nas unidades de saúde tornou-se um elemento central para a continuidade do tratamento oncológico no estado de São Paulo.
A cozinheira descobriu um nódulo na mama esquerda durante o autoexame de rotina. Após a avaliação com um mastologista, o diagnóstico foi confirmado, levando-o ao início do acompanhamento especializado no Hospital Regional do Litoral Norte, unidade vinculada à Secretaria de Estado de Saúde de São Paulo (SES-SP) e reconhecida como referência regional no atendimento oncológico.
O papel do acolhimento na jornada terapêutica
Durante os ciclos de quimioterapia e radioterapia, o desgaste físico acumulado frequentemente gerava exaustão e momentos de intensa fadiga. Nesses instantes de maior vulnerabilidade, a atuação humanizada da equipe multiprofissional fez diferença para que a paciente mantivesse a adesão às sessões diárias.
Segundo o relato da cozinheira, a sensibilidade dos profissionais em reconhecer cada desconforto e demonstrar empatia funcionou como o principal estímulo para persistir na busca pela cura. A experiência evidencia como o cuidado em oncologia transcende a prescrição de procedimentos médicos, abrangendo a escuta ativa e a criação de vínculos de confiança.
Integração da rede de saúde reduz tempo de espera
Para otimizar o fluxo de atendimento aos pacientes oncológicos, o hospital adotou medidas de integração regional. Em parceria com o Ambulatório Médico de Especialidades (AME) Litoral Norte e com a administração municipal de São Sebastião, a unidade implementou um sistema de apoio matricial voltado ao compartilhamento de dados e à unificação dos serviços públicos.
A estratégia permitiu monitorar a trajetória dos usuários por diferentes instâncias da rede de saúde pública. Como reflexo dessa articulação, o tempo médio de espera para a inserção de pacientes de São Sebastião na rede especializada registrou queda de 35 dias, enquanto os encaminhamentos internos passaram a ser agendados entre cinco e dez dias após a regulação.
De acordo com a gestão da unidade, a melhoria nos fluxos operacionais resulta em diagnósticos e intervenções mais céleres, elevando o padrão de qualidade de vida para a população atendida. Na região, o Sistema Único de Saúde (SUS) representa a única via de acesso à assistência médica para 84% dos moradores.
Histórico de atendimento e relevância da rede pública
Atualmente, Adriana continua sob cuidados médicos na mesma unidade hospitalar. O perfil de atendimento reflete a alta dependência da rede pública na região, onde 94% dos pacientes oncológicos recebem suporte integralmente pelo SUS.
Desde a abertura de suas portas em 2021, o hospital contabiliza cerca de 72 mil tratamentos oncológicos e mais de 50 mil atendimentos gerais. A estrutura presta assistência a moradores do Litoral Norte e do Vale do Paraíba, contemplando diversos tipos de neoplasias, como tumores de mama, próstata, pele, sistema ginecológico e aparelho digestivo, além de casos voltados ao tórax, cabeça e pescoço.
Histórias como a de Adriana reforçam o compromisso com a informação de qualidade e o jornalismo transparente. Continue acompanhando o Fato Paulista para se manter atualizado sobre temas essenciais de saúde, políticas públicas e acontecimentos de relevância em todo o estado.




