A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a proibição da comercialização de tiras de glicemia da marca Accu-Check Active comercializadas através da plataforma digital da Amazon. A medida foi formalizada por meio de resolução publicada no Diário Oficial da União, abrangendo a proibição de distribuição, importação e utilização dos itens em todo o território nacional.
A decisão foi tomada após investigações apontarem que os lotes disponíveis no e-commerce tratam-se de produtos falsificados. A irregularidade coloca em risco a saúde de pacientes que dependem do monitoramento diário da glicose para o controle de condições médicas como o diabetes.
Fiscalização e alerta sobre os produtos falsificados
A denúncia inicial sobre a circulação dos materiais irregulares partiu da empresa Roche Diabetes Care Brasil Ltda., detentora oficial da marca Accu-Check Active. A fabricante identificou a presença de tiras reagentes com características físicas e gráficas completamente divergentes do padrão original em anúncios veiculados na plataforma Amazon.
Entre as principais evidências apontadas pela companhia e confirmadas pelos órgãos reguladores está a ausência da embalagem externa original de fábrica. Além disso, os itens falsificados continham a inscrição em inglês “ONLY FOR GOVERNMENT TENDER”, indicando que deveriam ser destinados exclusivamente a licitações governamentais e não ao comércio varejista comum.
Impactos na rotina de pacientes e cuidados necessários
O uso de insumos de saúde falsificados, especialmente aqueles voltados para o controle de doenças crônicas, representa um perigo direto à segurança do consumidor. Medidores de glicose e suas respectivas tiras reagentes exigem rigor absoluto de calibração e qualidade laboratorial para que os resultados apresentados sejam confiáveis.
Resultados incorretos obtidos por meio de fitas adulteradas podem induzir pacientes a erros graves na dosagem de insulina ou no manejo alimentar, gerando episódios severos de hiperglicemia ou hipoglicemia. Especialistas recomendam que os consumidores verifiquem a procedência de materiais médicos adquiridos online e consultem farmácias credenciadas.
Medidas adotadas pelas autoridades competentes
Com a publicação da resolução no Diário Oficial da União, tanto a comercialização quanto o uso dos itens específicos identificados nos anúncios da plataforma ficam formalmente proibidos. A fiscalização sanitária segue monitorando o ambiente virtual para coibir novas tentativas de venda desses produtos irregulares.
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