O envelhecimento populacional em curso no estado de São Paulo traz novos contornos para a economia e a sociedade urbana. Um levantamento recente divulgado pela Fundação Seade revela que uma em cada quatro pessoas com 60 anos ou mais permanece ativa no mercado de trabalho paulista. O contingente de idosos ocupados reflete tanto a necessidade de complementação de renda quanto a busca por manter uma vida produtiva e integrada após a aposentadoria tradicional.
Os dados, fundamentados na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, apontam que o fenômeno abrange milhões de cidadãos e cresce em ritmo acelerado. Esse movimento impõe desafios logísticos, previdenciários e corporativos para empresas e gestores públicos que precisam absorver essa mão de obra cada vez mais longeva e experiente.
avanço expressivo na ocupação da faixa etária
Entre o segundo trimestre de 2019 e o mesmo período de 2026, o número de idosos ocupados cresceu 26% no estado de São Paulo. Esse índice representa a inclusão de 441 mil pessoas adicionais exercendo alguma atividade econômica, um ritmo de expansão significativamente superior aos 10,3% registrados para o conjunto total da população ocupada no mesmo intervalo.
O avanço foi puxado sobretudo pelas mulheres idosas, que registraram alta de 31,3% no período analisado. Enquanto isso, a taxa de desocupação entre a população com 60 anos ou mais encolheu de forma expressiva, passando para patamares residuais, o que demonstra a forte estabilidade e a alta empregabilidade dessa parcela da sociedade paulista.
predomínio do trabalho por conta própria e serviços
No tocante à modalidade de inserção profissional, o trabalho por conta própria continua sendo a principal alternativa para os trabalhadores mais velhos. No segundo trimestre de 2026, 40,2% dos idosos ocupados atuavam de maneira autônoma, proporção que salta para 53,9% entre aqueles que já ultrapassaram os 70 anos de idade.
Em paralelo, o setor de serviços consolidou-se como o maior empregador dessa faixa demográfica. Entre as mulheres com 60 anos ou mais, o setor respondeu por 51,8% das ocupações, superando a marca registrada pelos homens no mesmo segmento e evidenciando uma reconfiguração na dinâmica de contratação e prestação de serviços no estado.
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