O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, afirmou nesta terça-feira (20) que a Corte não participa diretamente das alterações de endereços para o segundo turno das eleições, marcado para o próximo domingo (25). A manifestação ocorreu durante a abertura de sessão oficial, após divergências nos dados divulgados gerarem dúvidas entre os eleitores brasileiros sobre o processo de redimensionamento das seções eleitorais.
Segundo o magistrado, a responsabilidade por remanejar zonas e seções é exclusiva dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) em cada estado. Essas adaptações emergenciais costumam ocorrer em razão de problemas estruturais identificados no primeiro turno, como danos em escolas públicas provocados por intempéries, enchentes ou desabamentos decorrentes de chuvas fortes em diversas regiões do país.
Autonomia dos tribunais regionais na logística
O ministro detalhou que o tribunal superior não atua solicitando ou autorizando diretamente o cancelamento ou a realocação de endereços de votação. Essa é uma demanda técnica detectada diretamente pelos cartórios eleitorais locais, que avaliam a necessidade de intervenção para garantir a segurança e o acesso da população às urnas.
De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral, a divergência numérica observada nos canais oficiais nos últimos dias aconteceu porque o sistema eletrônico de comunicação estava desatualizado. Inicialmente, os registros apontavam cerca de 4 mil seções afetadas, mas o número foi corrigido para 102 locais após uma cobrança formal por escrito enviada aos TREs.
Panorama estadual das alterações
Com a regularização dos dados fornecida pelas cortes regionais, o mapa das modificações logísticas para o pleito aponta diferentes cenários pelo território nacional. Estados como Minas Gerais e Maranhão concentram a maior quantidade de ajustes em razão de demandas pontuais de infraestrutura urbana e rural.
A distribuição das alterações logísticas confirmadas abrange os seguintes estados:
- Minas Gerais e Maranhão com as maiores demandas
- Pará, Paraná e Rio Grande do Sul com ajustes moderados
- Demais estados com alterações pontuais ou nenhuma mudança
- Distrito Federal e outros seis estados sem registros de alteração
Orientações essenciais para o eleitorado
Diante da possibilidade de alterações de última hora, a Justiça Eleitoral reforça a necessidade de os cidadãos conferirem seus dados cadastrais antes de se dirigirem aos locais de votação. A consulta prévia evita transtornos e garante que o voto seja exercido no endereço correto, otimizando o fluxo de pessoas nas escolas e seções.
Para verificar qualquer alteração, os eleitores devem utilizar exclusivamente canais oficiais, como o aplicativo E-título ou o portal de autoatendimento na internet. Autoridades alertam para o cuidado com links falsos que circulam em redes sociais e aplicativos de mensagens, reforçando o compromisso com a segurança da informação no pleito.
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