Governo argentino publica decreto para cortar até 21 mil funcionários públicos

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Governo da Argentina publica decreto com plano de demissão voluntária para até 21 mil servidores públicos na nova fase de corte de gastos.
Governo argentino publica decreto para cortar até 21 mil funcionários públicos
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O governo da Argentina publicou um decreto estabelecendo um plano de demissão voluntária que pode alcançar até 21 mil servidores públicos federais. A medida anunciada faz parte da política contínua de corte de gastos liderada pela gestão do presidente Javier Milei, que tem como base a redução drástica da máquina estatal e a diminuição das despesas públicas desde o início de seu mandato na Casa Rosada.

Desde janeiro de 2023, o governo argentino acumula o fechamento de dezenas de milhares de vagas no setor público. A nova norma regulamenta três grupos distintos dentro da administração federal, excluindo militares e funcionários dos setores de segurança e inteligência, estabelecendo a supressão permanente das vagas daqueles que optarem pela saída.

Regras e compensações do plano estatal

O texto normativo abrange principalmente funcionários que estão próximos da idade de aposentadoria, situados na faixa etária entre 58 e 64 anos, ou que já cumpriram os requisitos necessários para deixar o mercado de trabalho formal. Entre as modalidades de rescisão previstas, destaca-se o pagamento de indenizações baseadas no tempo de serviço prestado ao Estado.

O plano prevê o repasse equivalente a um salário por ano trabalhado, somado a um auxílio mensal correspondente a 60% da remuneração habitual durante os três anos seguintes. O Ministério da Desregulação e Transformação do Estado informou que os profissionais que aderirem ao programa ficam proibidos de retornar a cargos públicos pelos próximos oito anos.

Histórico de cortes no setor público

A investida sobre o funcionalismo público reflete a promessa de campanha baseada na austeridade fiscal e na busca por eficiência administrativa. Levantamentos oficiais apontam que a redução de postos de trabalho tem atingido diferentes esferas da administração direta, indireta e de empresas estatais ao longo dos últimos anos.

A administração federal argumenta que a supressão dessas vagas gera uma economia bilionária para os cofres públicos, consolidando o compromisso da gestão com o equilíbrio das contas fiscais. No entanto, o ritmo e a intensidade das mudanças continuam no centro do debate econômico e social no país sul-americano.

Repercussão sindical e o debate sobre o desemprego

A Associação dos Trabalhadores do Estado da Argentina manifestou forte oposição à medida, denunciando supostas pressões exercidas sobre os funcionários para adesão ao programa. Sindicatos apontam riscos de desmonte na prestação de serviços essenciais à população e recomendam que os trabalhadores evitem assinar os termos propostos.

O cenário trabalhista mais amplo na Argentina também registra indicadores desfavoráveis no mercado formal e na taxa de desemprego. Dados oficiais recentes mostram alta na desocupação e o fechamento de milhares de empresas de pequeno e médio porte, refletindo as complexidades da transição econômica vivida pelo país.

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