O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, nesta segunda-feira (12), a importância da harmonia, da democracia e do respeito à diversidade de crenças no Brasil. A declaração foi feita durante uma celebração religiosa restrita a autoridades e convidados no Palácio da Alvorada, em Brasília, em alusão ao Dia de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do país, e ao Dia das Crianças.
Em um momento marcado por intensos debates políticos, o presidente, que é candidato à reeleição, aproveitou a oportunidade para repudiar qualquer tipo de intolerância ou ofensa baseada em convicções religiosas. Para Lula, a convivência pacífica é um pilar fundamental de uma nação civilizada, onde o direito ao exercício da fé deve ser preservado independentemente da escolha individual de cada cidadão.
Compromisso com a liberdade de culto
“Em um país civilizado, harmônico e democrático, cada um segue a religião que quiser e todos nós temos que respeitar”, afirmou o presidente. Ele reforçou que a obrigatoriedade de uma crença única não condiz com os valores democráticos, destacando que o foco da sociedade deve ser o respeito mútuo à espiritualidade e à fé, independentemente da denominação ou prática religiosa de cada brasileiro.
Habitação como pilar social
Após a cerimônia, o tom do discurso voltou-se para as políticas públicas, com foco no programa Minha Casa, Minha Vida. Acompanhado por crianças que vestiam camisetas do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), o presidente reiterou que o projeto habitacional é o maior do país e possui um impacto direto na redução das desigualdades sociais.
Lula destacou que 85% das chaves das moradias entregues pelo programa foram destinadas a mulheres, reforçando o papel do governo em priorizar a segurança habitacional para chefes de família. O presidente afirmou acreditar na viabilidade de zerar o déficit habitacional brasileiro por meio de investimentos contínuos voltados à parcela mais vulnerável da população.
Integração e investimentos no setor
O chefe do Executivo também conectou a política habitacional à Campanha da Fraternidade de 2026, que aborda o tema “Fraternidade e Moradia”. Segundo o presidente, os novos conjuntos habitacionais estão sendo planejados para incluir bibliotecas, visando não apenas o teto, mas a cidadania e o acesso à cultura.
Em termos de metas financeiras, o governo federal destinou R$ 30 bilhões a um fundo gerido pela Caixa Econômica Federal, especificamente para reformas habitacionais. A expectativa oficial é que o ano termine com a marca de 3 milhões de casas contratadas, um passo que o governo considera decisivo para enfrentar o histórico déficit de moradias no Brasil.
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