Hidratação na terceira idade: cuidados essenciais para enfrentar as altas temperaturas

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Especialista do Iamspe alerta para os riscos da desidratação em idosos durante o calor e ensina como manter a hidratação adequada na terceira idade.
Hidratação na terceira idade: cuidados essenciais para enfrentar as altas temperaturas
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O envelhecimento traz mudanças biológicas profundas, e uma das mais críticas envolve a regulação hídrica do organismo. Com o passar dos anos, o corpo humano passa a reter menos líquido, enquanto a eficiência do processo de reposição diminui significativamente. Aliado a isso, os rins perdem, de forma progressiva, a capacidade de concentrar a urina e economizar água, tornando os idosos um grupo de risco elevado para quadros de desidratação, especialmente durante ondas de calor intenso.

O geriatra Maurício Miranda, do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe), em São Paulo, reforça que a percepção da sede é um mecanismo que se torna menos agudo com a idade. Por isso, a recomendação médica é clara: não se deve esperar o sinal de sede para ingerir água. A hidratação deve ser um hábito constante, monitorado e incentivado, independentemente da vontade imediata do idoso.

Sinais de alerta e sintomas silenciosos

A desidratação em idosos nem sempre se manifesta de forma óbvia. Embora a boca seca, a fraqueza, a tontura e a alteração na cor ou no volume da urina sejam indicadores clássicos, o especialista do Iamspe alerta para sintomas que costumam passar despercebidos. Mudanças repentinas no comportamento, como confusão mental, sonolência excessiva, desânimo ou até mesmo episódios de quedas, podem ser reflexos diretos de um organismo que não está recebendo a quantidade necessária de líquidos.

Quando a urina apresenta um odor mais forte e coloração escura, o corpo já está emitindo um sinal de alerta sobre a concentração de resíduos, indicando que a hidratação está insuficiente. A atenção de familiares e cuidadores é, portanto, a principal barreira contra complicações graves, como o colapso renal ou desequilíbrios eletrolíticos severos.

Estratégias para garantir o consumo de líquidos

Para aqueles que possuem dificuldade em manter o hábito de beber água pura, existem alternativas saudáveis que auxiliam na reposição hídrica. O consumo de água de coco, chás, sucos naturais e sopas é recomendado, assim como a inclusão de frutas com alto teor de água na dieta diária, como melancia, melão, laranja, tangerina, abacaxi e morango. O médico ressalta, contudo, que é preciso cautela com o excesso de açúcar, especialmente para pacientes diagnosticados com diabetes.

A orientação geral sugere um consumo aproximado de 30 ml de líquido por quilo de peso corporal, valor que pode ser elevado em dias de calor extremo. No entanto, é fundamental que pacientes com histórico de doenças cardíacas ou renais consultem seus médicos, pois, nesses casos, pode haver a necessidade de restrição hídrica controlada. Para mais orientações sobre saúde e bem-estar na terceira idade, continue acompanhando as reportagens do Fato Paulista, seu portal de referência em informação confiável e contextualizada.

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