Cruzeiros em Santos: R$ 1,5 bilhão e 832 mil visitantes impulsionam economia paulista

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Temporada de cruzeiros em Santos para 2026/2027 projeta movimentação de R$ 1,5 bilhão e reforça o litoral paulista como polo turístico.
Cruzeiros em Santos: R$ 1,5 bilhão e 832 mil visitantes impulsionam economia paulista
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A temporada de cruzeiros marítimos para 2026/2027 promete ser um marco para o turismo paulista, com a cidade de Santos consolidando sua posição como uma das principais portas de entrada para visitantes no estado. Com a projeção de movimentar cerca de R$ 1,5 bilhão na Baixada Santista, a expectativa é de um significativo aquecimento econômico e a reafirmação do potencial turístico da região.

Entre outubro de 2026 e abril de 2027, o Porto de Santos está programado para receber 161 escalas de navios, que trarão um fluxo estimado de 832 mil passageiros e tripulantes. Essa dimensão de operação, que envolve 10 navios e uma oferta de 640 mil leitos, coloca São Paulo em uma posição de destaque no cenário nacional de cruzeiros, gerando oportunidades que se estendem muito além das movimentações portuárias.

Santos como hub estratégico para o turismo estadual

A Secretaria de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo (Setur-SP) destaca que os cruzeiros funcionam como verdadeiras portas de entrada para a diversidade turística paulista. A secretária de Turismo e Viagens, Ana Biselli, enfatiza que o visitante que desembarca em Santos tem a chance de explorar não apenas o litoral, mas também uma vasta gama de experiências e produtos turísticos oferecidos pelo estado.

Essa estratégia visa apresentar a riqueza cultural, gastronômica e natural de São Paulo, incentivando o retorno desses viajantes para novas descobertas. A cidade de Santos, com sua infraestrutura portuária e localização privilegiada, atua como um eixo central, recebendo navios de diversas origens, incluindo o litoral fluminense, o Sul do país e até mesmo Buenos Aires.

Fluxo de dezembro e a movimentação econômica

A programação da temporada 2026/2027 aponta dezembro como o mês de maior intensidade, com 40 escalas previstas e a circulação de aproximadamente 214 mil pessoas, entre passageiros e tripulantes. Esse volume representa 27% de todo o movimento esperado em Santos, indicando um período de forte impacto em múltiplos segmentos da economia local e regional.

Os dados da temporada anterior (2025/2026), compilados por um estudo da FGV Projetos e CLIA Brasil, já demonstram o potencial de consumo desse público. Em média, cada cruzeirista gastou R$ 962 nas cidades de embarque e desembarque, como Santos, e R$ 800,98 nas cidades de escala, como Ilhabela. Esses valores se distribuem por diversas atividades e serviços, impulsionando a economia local.

O cruzeirista como impulsionador da economia em terra

A análise do perfil de gastos dos cruzeiristas e tripulantes na temporada anterior revela a amplitude do impacto econômico. Foram movimentados R$ 627,1 milhões em alimentos e bebidas, R$ 605,5 milhões no varejo, R$ 294,6 milhões em transporte (antes e depois da viagem), R$ 248,1 milhões em passeios turísticos e R$ 92,1 milhões em hospedagem (pré e pós-cruzeiro).

Esses números sublinham a oportunidade para São Paulo, beneficiando diretamente restaurantes, o comércio em geral, empresas de transporte, atrativos turísticos, agências de viagem e toda a rede hoteleira. A circulação desses visitantes não apenas gera receita direta, mas também fomenta a criação de empregos e o desenvolvimento de novos serviços.

Expandindo horizontes: da costa ao interior paulista

O perfil dos passageiros reforça a estratégia de ir além do litoral. Na temporada 2025/2026, 65,7% dos entrevistados estavam visitando a cidade escolhida pela primeira vez, e 23,9% eram estrangeiros. Além disso, 35,9% apontaram as cidades de destino e parada como fator decisivo para a viagem, um percentual muito próximo aos 36,3% que citaram o preço.

Essa predisposição à descoberta abre caminho para que São Paulo apresente uma oferta turística diversificada, que vai de experiências gastronômicas e culturais a roteiros de natureza, patrimônio histórico, enoturismo e turismo rural. O objetivo é transformar a passagem pelo porto em um convite para explorar outras regiões do estado, estimulando novas viagens e uma permanência mais prolongada, gerando um ciclo virtuoso para o setor turístico paulista.

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