Nizo Neto relembra morte do filho Rian Brito após surto psicótico e alerta sobre Ayahuasca

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Nizo Neto, ator da Globo, relata a trágica morte de seu filho Rian Brito, aos 26 anos, após surto psicótico ligado ao uso de Ayahuasca.
Nizo Neto relembra morte do filho Rian Brito após surto psicótico e alerta sobre Ayahuasca
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O ator Nizo Neto, conhecido por sua trajetória na televisão brasileira, revisitou recentemente uma das maiores dores de sua vida: a trágica perda de seu filho, Rian Brito, aos 26 anos. A morte do jovem, ocorrida em 2016, foi associada a um surto psicótico desencadeado pelo uso de Ayahuasca, uma planta com propriedades alucinógenas. O relato do artista, feito em uma entrevista concedida em 2024, reacende o debate sobre o uso responsável de substâncias psicoativas e a importância do acompanhamento em práticas espirituais.

A história de Rian Brito chocou o país quando ele desapareceu por dias, sendo posteriormente encontrado sem vida na Praia de Quissamã, no Rio de Janeiro. Na época, tanto Nizo Neto quanto a mãe de Rian, a atriz e cantora Brita Brazil, apontaram o consumo do chá como um fator determinante para a mudança de comportamento do filho, que culminou na tragédia. A dor da perda, ainda latente, impulsiona o ator a compartilhar sua experiência como um alerta à sociedade.

A dolorosa busca por respostas e o alerta do ator

Em seu depoimento ao podcast 50 Mais, Nizo Neto detalhou os eventos que precederam a morte de Rian. Segundo o ator, o filho consumiu quatro doses de Ayahuasca e, a partir daí, manifestou um surto psicótico severo. “Ele pirou completamente, virou outra pessoa, não falava coisa com coisa, não queria comer, senão estaria traindo a Deus”, recordou Nizo, descrevendo a profunda alteração na percepção e no comportamento do jovem.

Diante da gravidade da situação, a família buscou ajuda profissional. A psiquiatra Analice Gigliotti, irmã da diretora Cininha de Paula e especialista em dependência química, foi consultada e recomendou a internação de Rian. “Ela falou: ‘Nizo, tem que internar, cara… porque ele não pode ficar uma semana sem comer, vai morrer’”, contou o ator. Durante a anamnese na clínica, a informação sobre o consumo de Ayahuasca foi crucial para entender o quadro.

Nizo Neto expressou sua veemente crítica ao uso irresponsável da planta, especialmente em contextos onde não há uma triagem adequada dos participantes. “É um negócio muito sério, cara! Eu vou falar mal porque tive uma experiência muito séria, não é achismo. Dilacerante, uma tragédia, ele era um cara incrível, um músico espetacular, com 26 anos de idade, e foi tentar se encontrar espiritualmente e administraram isso de uma forma totalmente irresponsável”, desabafou. O ator mencionou que Rian teve contato com a Ayahuasca em um centro espiritual fundado pela atriz Leona Cavalli, destacando a ausência de um protocolo rigoroso para identificar possíveis contraindicações.

Ayahuasca: entre a espiritualidade e os riscos à saúde mental

A Ayahuasca, um chá milenar de origem amazônica, é tradicionalmente utilizada em rituais xamânicos por povos indígenas e, mais recentemente, ganhou popularidade em centros espirituais urbanos no Brasil e no mundo. Conhecida por suas propriedades psicoativas, que podem induzir estados alterados de consciência, visões e introspecção profunda, a substância é vista por muitos como uma ferramenta para o autoconhecimento e a cura espiritual.

No entanto, o caso de Rian Brito e outros relatos semelhantes acendem um alerta sobre os riscos potenciais, especialmente para indivíduos com predisposição a transtornos mentais ou que a utilizam sem supervisão adequada. Embora a Ayahuasca seja legalizada para fins religiosos no Brasil, a falta de regulamentação clara sobre a triagem de participantes e o acompanhamento psicológico durante e após as cerimônias levanta preocupações. Especialistas em saúde mental alertam que a substância pode desencadear ou agravar quadros psicóticos, ansiedade e depressão em pessoas vulneráveis. A experiência de Nizo Neto reforça a necessidade de cautela e de uma abordagem mais rigorosa para garantir a segurança dos praticantes.

Para mais informações sobre os efeitos e riscos da Ayahuasca, consulte fontes confiáveis como a Fiocruz.

O impacto da tragédia e a importância do diálogo

A perda de um filho é uma dor indescritível, e o testemunho de Nizo Neto serve como um poderoso lembrete da fragilidade da vida e das complexidades da saúde mental. A coragem do ator em compartilhar sua experiência pessoal não apenas honra a memória de Rian, mas também contribui para uma discussão mais ampla e necessária sobre a busca espiritual, o uso de substâncias psicoativas e a responsabilidade dos centros que as administram. A repercussão de seu relato nas redes sociais e na mídia demonstra o quanto o tema é relevante e toca profundamente a sociedade, gerando empatia e incentivando a reflexão.

O caso de Rian Brito é um lembrete contundente de que a busca por expansão da consciência deve ser feita com discernimento, informação e, quando necessário, com o suporte de profissionais de saúde. A tragédia vivida por Nizo Neto e sua família reforça a importância de um diálogo aberto sobre os riscos envolvidos, a fim de prevenir que outras famílias enfrentem uma dor tão dilacerante.

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