Na véspera do primeiro turno das eleições de 2026, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, utilizou o espaço em cadeia nacional de rádio e televisão para reafirmar o papel central do voto na democracia brasileira. Em um pronunciamento que buscou transmitir serenidade e confiança ao eleitorado, o magistrado classificou o exercício do sufrágio como um direito fundamental e a ferramenta mais poderosa de participação pública.
A consolidação da urna eletrônica como pilar democrático
Ao abordar a infraestrutura do pleito, o ministro destacou a trajetória da tecnologia de votação no país. Segundo Nunes Marques, a urna eletrônica, que completa três décadas de uso ininterrupto, é um sistema que evolui a cada ciclo eleitoral. O presidente do TSE enfatizou que o modelo brasileiro é reconhecido por mecanismos de segurança, transparência e auditabilidade que se destacam no cenário internacional.
A fala do ministro ocorre em um momento em que a Justiça Eleitoral reforça seus protocolos de teste de sistemas e emissão da zerézima, procedimentos técnicos que visam garantir que cada urna esteja pronta para registrar os votos com integridade. O objetivo é assegurar que o eleitor possa depositar sua confiança no equipamento, que tem sido o protagonista da estabilidade institucional do Brasil desde a década de 1990.
Combate à desinformação e garantia do livre arbítrio
Um ponto central do discurso foi o alerta contra a desinformação. Nunes Marques fez um apelo direto aos cidadãos para que adotem uma postura crítica diante do conteúdo que circula nas redes sociais. O ministro ressaltou que a checagem de fatos antes do compartilhamento é uma atitude simples, porém essencial para proteger a integridade do processo eleitoral. Ele orientou que, em caso de dúvidas, o eleitor busque sempre os canais oficiais da Justiça Eleitoral.
Além disso, o presidente do TSE foi enfático ao tratar de eventuais tentativas de coação. O tribunal garantiu que qualquer forma de ameaça, assédio ou interferência na vontade do eleitor será reprimida com rigor. A mensagem busca assegurar que o ambiente de votação seja um espaço de liberdade, onde o cidadão possa exercer sua escolha política sem pressões externas ou intimidações.
O papel dos voluntários e o convite ao comparecimento
O pronunciamento também reservou espaço para o reconhecimento daqueles que viabilizam a logística do dia de votação. O ministro agradeceu o empenho de magistrados, promotores e servidores, com menção especial aos mesários e mesárias. Esses voluntários são, na visão do tribunal, os guardiões da democracia nas seções eleitorais de todo o país.
Ao encerrar sua fala, Nunes Marques convocou a população a comparecer às urnas neste domingo. O ministro lembrou a necessidade de portar um documento de identificação com foto e sugeriu que os eleitores levem a “cola” eleitoral em papel para agilizar o processo. O Fato Paulista segue acompanhando o desenrolar do pleito, trazendo as informações mais relevantes e o contexto necessário para que você, leitor, acompanhe a democracia em ação com credibilidade e transparência.




