Escritor aponta por que tem mais medo de Elize Matsunaga do que de Suzane von Richthofen

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Escritor Ulisses Campbell explica por que considera Elize Matsunaga mais perigosa que Suzane von Richthofen em análise sobre crimes.
Escritor aponta por que tem mais medo de Elize Matsunaga do que de Suzane von Richthofen
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A proximidade da estreia da segunda temporada da série documental Tremembé, prevista para 2027, reacendeu o debate público sobre os crimes que marcaram a crônica policial brasileira. Entre as figuras centrais dessas produções, os nomes de Suzane von Richthofen e Elize Matsunaga permanecem como os mais citados. Em meio a essa repercussão, o escritor e coautor da obra, Ulisses Campbell, trouxe à tona uma análise que diferencia a periculosidade percebida entre as duas condenadas.

A distinção entre os perfis criminais

Em entrevista concedida ao jornalista Beto Ribeiro, Campbell compartilhou uma visão técnica e psicológica sobre as detentas. Segundo o autor, embora a opinião pública tenda a criar uma imagem de maior empatia por Elize Matsunaga — muitas vezes devido ao perfil da vítima e à narrativa de uma mãe que busca reaproximação com a filha —, o risco real que ela representa seria superior ao de Suzane. O autor argumenta que, enquanto o crime de Richthofen foi motivado primordialmente por interesses financeiros e patrimoniais, a natureza do ato cometido por Matsunaga revela traços de personalidade mais complexos e alarmantes.

O peso do esquartejamento na avaliação psicológica

Para Campbell, o diferencial que separa os dois casos reside na execução do crime. O autor destaca que o esquartejamento de Marcos Matsunaga, ocorrido em 2012, é o elemento que define a frieza da condenada. Ele aponta como um fato perturbador o comportamento de Elize, que, segundo as investigações, teria interrompido o processo de desmembramento do corpo para cuidar da filha pequena, retomando a ação logo em seguida. Essa capacidade de alternar entre o cotidiano doméstico e a violência extrema é, para o escritor, um indicativo de uma frieza psicológica que transcende o crime passional ou financeiro.

Laudos e a complexidade da psicopatia

O debate sobre a sanidade mental de ambas as criminosas é recorrente. Campbell reforça que, ao longo dos anos, Elize Matsunaga passou por diversas avaliações psiquiátricas, resultando em laudos divergentes — dois positivos e dois negativos para psicopatia. O autor ressalta que, embora Suzane von Richthofen também apresente um perfil manipulador capaz de confundir avaliadores, a estrutura psicológica de Elize, marcada pela frieza metódica demonstrada no pós-crime, a coloca em um patamar de preocupação distinta para quem estuda o comportamento de detentos de alta periculosidade.

A vida após o sistema prisional

Atualmente, ambas as mulheres encontram-se em liberdade. Elize Matsunaga deixou a Penitenciária Feminina de Tremembé em maio de 2022, enquanto Suzane von Richthofen obteve o benefício da liberdade em janeiro de 2023. Desde que deixaram o cárcere, as duas optaram por viver em cidades do interior de São Paulo, mantendo-se distantes dos holofotes que as acompanharam durante décadas de cobertura jornalística. O impacto de suas histórias, contudo, continua a ser explorado em produções audiovisuais que buscam compreender os limites da mente humana diante de crimes de grande repercussão.

O Fato Paulista segue acompanhando os desdobramentos sobre os casos que compõem a história criminal do país, trazendo sempre uma análise fundamentada e contextualizada. Continue conosco para se manter informado com credibilidade e profundidade sobre os temas que movimentam a sociedade.

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