Dólar recua a R$ 5,17 e bolsa brasileira encerra setembro com alta expressiva

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Dólar fecha a R$ 5,17 e Ibovespa acumula alta de 5% em setembro, impulsionados por dados de inflação nos EUA e fluxo de capital estrangeiro.
Dólar recua a R$ 5,17 e bolsa brasileira encerra setembro com alta expressiva
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O mercado financeiro brasileiro fechou o mês de setembro com um tom de otimismo, impulsionado por um cenário de alívio global. O dólar comercial encerrou o pregão desta quarta-feira em queda de 0,76%, cotado a R$ 5,174, consolidando um recuo de 0,15% ao longo do mês. Paralelamente, a bolsa de valores brasileira, o Ibovespa, manteve uma trajetória de valorização, acumulando um ganho de 5,03% no período.

Esse movimento de ajuste nos preços dos ativos foi fortemente influenciado por indicadores econômicos vindos dos Estados Unidos. A divulgação de dados de inflação abaixo das expectativas do mercado reduziu a pressão sobre o Federal Reserve (Fed) para uma política monetária mais agressiva, o que favoreceu o apetite ao risco em mercados emergentes, como o Brasil.

Impacto da inflação americana nos ativos locais

O principal catalisador para a queda da moeda americana foi o núcleo do índice de preços de gastos com consumo (PCE) nos Estados Unidos, que registrou alta de 0,2% em agosto, ficando abaixo da projeção de 0,3%. O PCE cheio também superou as expectativas, avançando 0,3% contra os 0,4% esperados pelos analistas.

A percepção de que a inflação americana pode estar sob controle diminuiu as apostas em novas elevações de juros pelo banco central dos EUA em outubro. Esse cenário aliviou os rendimentos dos títulos do Tesouro americano, tornando o real mais atrativo e permitindo que a moeda brasileira tivesse um desempenho superior ao de seus pares latino-americanos durante a sessão.

Desempenho do Ibovespa e fluxo estrangeiro

O Ibovespa encerrou o dia aos 186.340,46 pontos, uma alta de 1,37%. No acumulado de 2026, o índice já registra uma valorização expressiva de 15,65%. O otimismo na bolsa foi sustentado por um retorno notável do capital estrangeiro, que havia demonstrado cautela em meses anteriores.

Dados da B3 indicam que, até o dia 28 de setembro, houve uma entrada líquida de R$ 9,569 bilhões de investidores estrangeiros no mercado acionário. Esse fluxo positivo contrasta com o mês de agosto, quando houve uma retirada de R$ 18,1 bilhões. O setor bancário e as empresas voltadas ao mercado doméstico foram os principais responsáveis por puxar o índice para cima.

Tensões geopolíticas e o mercado de commodities

Enquanto o mercado financeiro celebrava os dados de inflação, o setor de energia permanecia em alerta devido às tensões no Oriente Médio. O petróleo tipo Brent para dezembro subiu 1,94%, atingindo a marca de US$ 98,03 por barril, enquanto o WTI para novembro avançou 1,16%, fechando a US$ 90,42.

A instabilidade na região, acentuada por incidentes no Estreito de Ormuz, onde um navio-tanque foi atingido por um projétil, mantém os preços das commodities em patamares elevados. Além disso, o mercado monitora restrições de exportação de diesel impostas por potências como Estados Unidos e Rússia, fatores que continuam a influenciar a volatilidade do setor energético global.

Para acompanhar os próximos desdobramentos da economia nacional e internacional, continue lendo o Fato Paulista. Nosso compromisso é levar até você uma análise precisa e contextualizada dos fatos que movimentam o seu bolso e o cenário político-econômico do país.

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