O testamento de Jô Soares: como o apresentador dividiu sua fortuna de R$ 50 milhões

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Saiba como Jô Soares dividiu sua fortuna de R$ 50 milhões em testamento, contemplando ex-mulher, amigos e funcionários de confiança.
O testamento de Jô Soares: como o apresentador dividiu sua fortuna de R$ 50 milhões
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A morte de Jô Soares, em 5 de agosto de 2022, aos 84 anos, não apenas encerrou um dos capítulos mais brilhantes da televisão brasileira, mas também colocou em evidência a organização pessoal do artista. O apresentador, que faleceu em decorrência de complicações de saúde, incluindo insuficiência renal e cardíaca, estenose aórtica e fibrilação arterial, deixou um patrimônio estimado em R$ 50 milhões. Sem herdeiros diretos — seu único filho, Rafael Soares, faleceu em 2014 —, o comunicador planejou minuciosamente a sucessão de seus bens ainda em vida.

A estratégia de sucessão e o papel do testamento

A ausência de descendentes diretos tornou o testamento de Jô Soares um documento de grande interesse público, revelando uma escolha que priorizou laços de afeto e gratidão construídos ao longo de décadas. O documento, que se tornou alvo de atenção após o falecimento do artista, foi estruturado para contemplar não apenas familiares próximos, mas também pessoas que fizeram parte de sua rotina diária e profissional.

A maior parte do espólio foi destinada à sua ex-mulher, Flávia Pedras. Com quem manteve um casamento de 15 anos, Flávia permaneceu como uma figura central na vida do apresentador mesmo após a separação, consolidando uma relação de amizade e confiança que se estendeu até os seus últimos dias. Segundo informações apuradas pela Folha de S.Paulo, ela foi contemplada com 80% dos bens listados no testamento.

Reconhecimento a funcionários e amigos

Além da ex-mulher, o testamento reservou parcelas significativas para pessoas que acompanharam Jô Soares em sua trajetória pessoal e profissional. Uma amiga próxima, Claudia Colossi, recebeu 10% do patrimônio. Os 10% restantes foram divididos entre quatro funcionários que prestaram serviços de confiança ao apresentador por muitos anos.

Esta divisão específica reflete o reconhecimento do artista pela dedicação de sua equipe. A partilha entre os colaboradores seguiu proporções definidas pelo próprio Jô:

  • Antonio Roberto Colossi: 3,6%
  • Marlucy de Oliveira Costa: 3,2%
  • Marycleidy de Oliveira Costa: 1,6%
  • Sebastião Kassen Moreira dos Santos: 1,6%

O destino do imóvel em Higienópolis

Um ponto que gerou curiosidade foi o destino do icônico apartamento onde Jô Soares residiu por anos, localizado no bairro de Higienópolis, em São Paulo. O imóvel, que abrigava parte expressiva de seu acervo pessoal e cultural, não integrou o inventário do testamento. A propriedade já havia sido transferida para o nome de Flávia Pedras em 2017, garantindo que o local permanecesse sob seus cuidados.

Além da distribuição entre pessoas físicas, Flávia Pedras revelou, em entrevista ao programa Conversa com Bial, que parte do patrimônio e do acervo do apresentador foi destinada a causas de caridade. Essa decisão reforça a faceta humanitária de Jô, que buscou deixar um legado que transcendesse o valor financeiro acumulado ao longo de sua carreira na televisão.

O legado de Jô Soares permanece vivo na memória do público e na história da comunicação no Brasil. O Fato Paulista segue acompanhando os desdobramentos sobre a vida e a obra de grandes personalidades, mantendo o compromisso de levar até você informações apuradas, relevantes e contextualizadas sobre os fatos que marcam o cenário nacional. Continue conosco para mais atualizações.

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