O Palmeiras garantiu sua vaga na semifinal da Copa Libertadores da América após uma disputa dramática contra a LDU, decidida nos pênaltis em Quito, na última quarta-feira (16). No entanto, a classificação veio acompanhada de um desfalque de peso para o próximo compromisso continental: o técnico Abel Ferreira não poderá comandar a equipe no jogo de ida contra o Fluminense, no Maracanã, devido a uma suspensão automática.
Expulsão em Quito e o histórico disciplinar
A exclusão do treinador português ocorreu durante o segundo tempo da partida, após intensos protestos contra a arbitragem por uma falta não marcada no jogador Andreas Pereira. Com este cartão vermelho, Abel Ferreira atinge a marca de 15 expulsões desde que assumiu o comando técnico do clube alviverde, em 2020. O episódio reacende o debate sobre o comportamento do treinador à beira do gramado, especialmente em jogos de alta tensão.
O histórico disciplinar de Abel em 2026 é um ponto de atenção para a diretoria. Somente nesta temporada, o comandante já foi expulso quatro vezes. Além disso, o treinador acumula 87 cartões amarelos e já cumpriu suspensão de três partidas no Campeonato Brasileiro, após punição do STJD decorrente de um incidente envolvendo um microfone na partida contra o Mirassol.
Desafios da comissão técnica na Libertadores
A ausência de Abel Ferreira no primeiro duelo da semifinal, previsto para a semana do dia 14 de outubro, impõe um desafio logístico e tático para a comissão técnica. O Palmeiras, que busca o título continental, terá de se adaptar à ausência de seu principal líder na área técnica em um confronto decisivo contra o Fluminense. A partida de volta, que definirá o finalista, ocorrerá no Allianz Parque, na semana do dia 22 de outubro.
A classificação em Quito foi marcada por instabilidade. Após vencer o jogo de ida por 1 a 0, o Palmeiras chegou a estar em vantagem no placar na volta, mas sofreu dois gols nos minutos finais, perdendo por 3 a 2. A decisão foi para as penalidades, onde o goleiro Carlos Miguel brilhou ao defender duas cobranças, assegurando o triunfo por 4 a 3 e a 13ª semifinal da história do clube na competição.
Estabilidade contratual sob a gestão de Leila Pereira
Apesar da repercussão negativa gerada pela suspensão, não há qualquer indício de saída definitiva do treinador. A presidente Leila Pereira mantém o respaldo ao trabalho do português, reforçando que o planejamento segue inalterado. O contrato de Abel Ferreira foi renovado em dezembro de 2025 e possui vigência até o final de 2027.
Em declarações públicas feitas em maio e julho deste ano, a mandatária reiterou que não há intenção de rescisão e que o vínculo permanece sólido. Portanto, o alerta ligado nos bastidores do clube refere-se exclusivamente à gestão disciplinar e à necessidade de contar com o treinador em campo nos momentos cruciais da temporada. O elenco agora foca na preparação para os confrontos contra o Fluminense, buscando o equilíbrio necessário para avançar à grande final.
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