Após um hiato de oito anos, o projeto Música no Museu celebra seu retorno ao local de origem: o Museu Nacional de Belas Artes (MNBA), no Rio de Janeiro. A iniciativa, que se consolidou como uma referência na difusão cultural brasileira, volta a ocupar os salões históricos da instituição em um momento de renovação para o espaço, que iniciou sua reabertura gradual em setembro de 2025 após um longo período de reformas.
Trajetória e expansão do projeto cultural
Criado em 1997, o projeto nasceu com uma proposta simples de apresentações mensais, mas rapidamente ganhou fôlego e capilaridade. Segundo Sérgio da Costa e Silva, idealizador e diretor da iniciativa, a evolução foi constante. O que começou com recitais pontuais transformou-se em uma agenda semanal que rompeu fronteiras geográficas, alcançando diversas cidades brasileiras e palcos internacionais de prestígio, como o Carnegie Hall, em Nova York.
A interrupção das atividades no MNBA ocorreu em 2018, quando o museu deu início ao planejamento de uma ampla reforma. O fechamento total do edifício, ocorrido em 2020, suspendeu a programação cultural presencial por anos. Agora, a retomada simboliza não apenas o reencontro do público com a música erudita e instrumental, mas também a celebração da revitalização do patrimônio histórico nacional.
Programação especial com o RioHarpFestival
O retorno ao MNBA acontece em grande estilo, integrando a versão latino-americana do 21° RioHarpFestival e a agenda da 1ª Semana de Arte do Rio de Janeiro. A reabertura de três galerias do museu, anteriormente interditadas para obras, oferece o cenário ideal para o ciclo de concertos que marca esta nova fase. A expectativa é que o calendário de eventos se torne fixo novamente, com apresentações mensais programadas.
O 21° RioHarpFestival tem sua abertura oficial marcada para quarta-feira (16), às 12h30, com um recital do harpista argentino Walter Morato. O evento se estenderá até o dia 27 de setembro, reunindo 23 concertos de artistas e grupos oriundos do Brasil, Argentina, Paraguai, Venezuela, Chile e Uruguai. A programação completa pode ser consultada no site oficial do festival.
Circuito cultural e perspectivas futuras
Embora o Museu Nacional de Belas Artes seja o ponto de partida simbólico, a edição deste ano do festival possui um caráter itinerante. A maior parte dos recitais será realizada no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), mas a rede de espaços parceiros é extensa. Locais como a Associação Comercial do Rio de Janeiro, o Museu da Justiça, o Espaço Cultural da Marinha, o Palácio Tiradentes, o Liceu Literário Português e a Igreja Santa Cruz dos Militares também receberão as apresentações.
O horizonte para os próximos anos é de celebração. Sérgio da Costa e Silva destaca que o foco agora é preparar o terreno para 2027, ano em que o Museu Nacional de Belas Artes completará 90 anos, coincidindo com o trigésimo aniversário do projeto Música no Museu. O Fato Paulista segue acompanhando os desdobramentos da agenda cultural carioca e os avanços na reabertura dos espaços históricos do país. Continue conosco para se manter informado sobre as principais notícias de cultura, arte e sociedade.



