O atletismo brasileiro consolidou, neste sábado (5), mais um capítulo histórico com a performance de Alison dos Santos, o Piu, na etapa final da Liga Diamante, realizada em Bruxelas, na Bélgica. Com uma prova impecável, o paulista cruzou a linha de chegada dos 400 metros com barreiras em 46s70, garantindo o seu terceiro título na carreira no circuito mais prestigiado do atletismo mundial.
Domínio absoluto nas pistas
A vitória em Bruxelas não foi um evento isolado, mas a coroação de uma temporada praticamente perfeita para o atleta. Ao longo de 2026, Piu participou de seis etapas do circuito e venceu todas elas, demonstrando uma regularidade impressionante. Além da capital belga, o brasileiro subiu ao lugar mais alto do pódio em Xiamen, Oslo e Slask, consolidando seu nome como a principal referência da modalidade na atualidade.
A prova deste sábado também evidenciou a força do Brasil na prova. O cearense Matheus Lima completou o pódio na terceira posição, registrando 48s18. Esta dobradinha verde e amarela repete o sucesso visto anteriormente nas etapas de Estocolmo e Slask, reforçando o crescimento técnico dos barreiristas brasileiros no cenário internacional. O norte-americano Trevor Bassitt garantiu a medalha de prata com 48s03.
Trajetória de um campeão
O título de 2026 se soma às conquistas de 2022 e 2024, estabelecendo Alison dos Santos como um dos maiores nomes da história da prova. O atleta, que já possuía em seu currículo duas medalhas de bronze olímpicas — conquistadas em Tóquio e Paris —, vive um momento de ascensão técnica notável. Em agosto, o brasileiro alcançou um marco histórico ao quebrar o recorde mundial da prova, superando a marca do norueguês Karsten Warholm durante a etapa de Zurique, na Suíça.
A ausência de seus principais rivais, como o norte-americano Rai Benjamin e o próprio Warholm, não diminuiu o brilho da conquista, que reflete a consistência de Piu em um ano de alta competitividade. O barreirista, que também foi campeão mundial em Eugene, nos Estados Unidos, em 2022, segue como o nome a ser batido nas grandes competições globais.
Desempenho brasileiro no salto triplo
Além das barreiras, o Brasil esteve representado no salto triplo pelo mato-grossense Almir Júnior. Em uma disputa acirrada, o atleta brasileiro alcançou a marca de 16,42 metros em sua segunda tentativa, finalizando a competição na quinta colocação. O pódio foi dominado pelo cubano naturalizado italiano Andy Díaz, que saltou 17,74 metros, seguido pelo português Pedro Pichardo e pelo jamaicano Jordan Scott.
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