Todos que tiveram a oportunidade de conviver com Luiz, consciente ou inconscientemente, aprenderam algo de bom, pois a bondade, o respeito e o amor ao próximo moviam sua vida.
Um corintiano em preto e branco, apaixonado pelo Timão. Sofria com as derrotas e com o desgoverno do clube de coração, mas alegrava-se por ser torcedor e pertencer ao bando de loucos.
Um jornalista ético e verdadeiro, que sempre privilegiou a notícia sem distorções — pura, honesta, transparente. Trazia ao leitor do Fato Paulista uma visão não tendenciosa sobre tudo o que noticiava. A ética e a verdade não eram moedas de negociação para aquele que sempre foi sentinela na defesa dos direitos da comunidade, especialmente dos mais necessitados.
Um sambista de um só pavilhão: a Leandro de Itaquera. Escola pela qual sempre desfilou, ajudou a divulgar e amou profundamente. Nos últimos tempos, sofria com as dificuldades pelas quais a escola vinha passando.
Não foi craque de bola, mas esteve sempre junto ao pessoal do futebol do Elite, Ferrolho e do Falcão do Morro — principalmente durante o samba e a resenha, sempre regada a guaranás espumantes e gelados.
Um pai que tinha em seu filho, Salomão, a razão de viver. Como ele dizia: “o meu Herói”. Mas quem era o Herói, na verdade, era ele — pois é assim que Salomão sempre viu e sempre verá o pai.
Luiz, um umbandista de berço, entendia como poucos o significado da passagem espiritual. Para ele, a morte era uma vírgula, não um ponto final. O espírito segue consciente, com possibilidade de progresso e resgate junto a seus Guias e Orixás.
Sua passagem por estas paragens foi intensa e marcada para sempre.
Luiz, você já é eterno.




