Polícia de São Paulo intensifica busca por desaparecidos com coleta de DNA

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Polícia de SP realiza coleta de DNA na Praça da Sé para localizar desaparecidos. Saiba como participar e a importância do banco genético.
Polícia de São Paulo intensifica busca por desaparecidos com coleta de DNA
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A busca por entes queridos que perderam o contato com suas famílias ganha um reforço estratégico neste domingo (30). Em alusão ao Dia das Pessoas Desaparecidas, a Polícia Civil e a Polícia Científica de São Paulo promovem uma ação especial na Praça da Sé, no centro da capital paulista, voltada à orientação de familiares e à coleta de material biológico para exames de DNA. A iniciativa, que ocorre das 10h às 12h, busca ampliar o banco de dados genéticos e facilitar a resolução de casos que, muitas vezes, atravessam anos de incertezas.

A tecnologia como aliada na identificação humana

O trabalho é conduzido pela 5ª Delegacia de Investigações sobre Pessoas Desaparecidas, vinculada ao Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), em parceria com os peritos da Polícia Científica. O procedimento de coleta é simples e indolor: utiliza-se um dispositivo semelhante a um cotonete para recolher células da mucosa oral. Esse material é posteriormente encaminhado ao Núcleo de Biologia e Bioquímica, onde o perfil genético é extraído e processado para inclusão no Banco Nacional de Perfis Genéticos.

A importância desse banco de dados reside na capacidade de cruzamento de informações em escala nacional. O sistema confronta o DNA dos familiares com perfis de pessoas localizadas e, crucialmente, com restos mortais sem identificação armazenados em institutos médicos legais de todo o país. Segundo o perito Renan Crocci, do Núcleo de Biologia e Bioquímica, essa tecnologia é o elo que permite reconectar famílias que aguardam respostas há décadas, transformando dados técnicos em resoluções de casos complexos.

Cenário dos desaparecimentos em São Paulo

Os números refletem a dimensão do desafio enfrentado pelas forças de segurança. Até julho deste ano, o estado de São Paulo registrou cerca de 12 mil ocorrências de desaparecimento. No mesmo período, o trabalho investigativo e pericial permitiu a localização de mais de 14 mil pessoas, um dado que engloba casos acumulados ao longo dos anos. A delegada Sandra Buzati, do DHPP, reforça que a participação da sociedade é fundamental, destacando que nenhum caso deve ser esquecido e que cada amostra coletada aumenta as chances de sucesso nas buscas.

Como participar da iniciativa

Para ser atendido durante a ação na Praça da Sé, o familiar deve ter um parente desaparecido há pelo menos 30 dias. É indispensável a apresentação de um documento de identificação com foto e o boletim de ocorrência que registra o desaparecimento. Caso o interessado não possa comparecer ao evento deste domingo, a rede de atendimento permanece disponível de forma permanente em todo o estado.

O agendamento para a coleta de material genético pode ser realizado diretamente através do portal oficial da Polícia Científica de São Paulo. O procedimento é gratuito e conta com o suporte da Equipe de Assistência Familiar do Instituto Médico Legal (IML), que atua para localizar parentes e dar continuidade aos trâmites legais necessários após a identificação.

O Fato Paulista segue acompanhando as ações de segurança pública e os desdobramentos das investigações que impactam diretamente a sociedade. Continue conosco para se manter informado sobre temas relevantes, utilidade pública e o trabalho das instituições em nosso estado.

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