O papel do Vivaleite na segurança alimentar em São Paulo
O combate à insegurança alimentar na primeira infância e na terceira idade é um dos pilares das políticas públicas do Governo do Estado de São Paulo. Por meio do Projeto Vivaleite, a Secretaria de Desenvolvimento Social (SEDS) promove a suplementação nutricional de milhares de pessoas em situação de vulnerabilidade, garantindo o acesso a um alimento essencial: o leite fluido, pasteurizado, fortificado com Ferro e Vitaminas A e D.
O programa atua como uma rede de proteção social, focada em crianças de seis meses a seis anos de idade em todo o estado. No caso de idosos, com 60 anos ou mais, o atendimento é direcionado atualmente aos residentes na capital e na região metropolitana de São Paulo. Com uma logística capilarizada, o projeto busca assegurar que o complemento alimentar chegue regularmente a quem mais precisa, combatendo a desnutrição e promovendo o desenvolvimento saudável.
Critérios de elegibilidade e ampliação do atendimento
Para ter acesso ao benefício, as famílias devem comprovar renda mensal de até dois salários mínimos. Para o público idoso, o teto de renda familiar é de até um salário mínimo. A verificação desses dados é feita de forma rigorosa através do Cadastro Único (CadÚnico), assegurando que o recurso público seja destinado exclusivamente a quem se enquadra nos critérios de vulnerabilidade social.
Uma mudança significativa ocorreu em setembro de 2025, quando o programa foi ampliado para permitir a inclusão de uma segunda criança por família. Com essa atualização, núcleos familiares que possuem dois filhos na faixa etária atendida passaram a receber 30 litros de leite mensalmente, dobrando o suporte nutricional oferecido anteriormente. A medida reflete o compromisso do Estado em ajustar suas políticas conforme as necessidades reais da população.
Logística de distribuição e parcerias municipais
A eficácia do Vivaleite depende de uma rede de cooperação entre o Estado, prefeituras e entidades sociais. Enquanto o governo estadual viabiliza o insumo, os municípios do interior e litoral, bem como a capital, são responsáveis pela gestão do cadastro e pela organização dos pontos de distribuição. Essa descentralização é fundamental para que o leite chegue às regiões mais remotas do território paulista.
Atualmente, o programa conta com uma estrutura robusta de atendimento. São 3.850 pontos de entrega administrados pelas prefeituras em todo o estado, além de 785 entidades sociais voluntárias que atuam na capital e em Santo André. Somente entre janeiro e julho de 2026, o projeto distribuiu mais de 28,4 milhões de litros de leite, com um investimento público de R$ 158,5 milhões, beneficiando diretamente mais de 270 mil pessoas mensalmente.
Como realizar o cadastro no programa
O primeiro passo para as famílias interessadas é procurar o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) mais próximo de sua residência. É indispensável estar com o cadastro no CadÚnico atualizado, utilizando documentos pessoais como RG ou CPF. Em alguns municípios, pode ser solicitado também o cartão de vacinação da criança ou a certidão de nascimento.
Após a validação dos dados no CRAS, o cidadão deve buscar informações na prefeitura local ou nas entidades parceiras sobre os locais de retirada. Para facilitar o acesso, o governo disponibiliza um mapa geolocalizador que indica o ponto de entrega mais próximo. Para mais detalhes sobre as políticas de assistência social, consulte o portal oficial da Secretaria de Desenvolvimento Social.
O Fato Paulista segue acompanhando as ações de assistência social e os desdobramentos das políticas públicas que impactam a vida dos cidadãos. Continue conosco para se manter informado sobre programas, direitos e notícias de relevância para o seu dia a dia.




