Governo do Rio de Janeiro corta 6,1 mil cargos comissionados e projeta economia milionária

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Governo do Rio de Janeiro exonera 6,1 mil comissionados para economizar R$ 221 milhões. Medida mira combate a fantasmas e reestruturação administrativa.
Governo do Rio de Janeiro corta 6,1 mil cargos comissionados e projeta economia milionária
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Em um movimento de reestruturação administrativa, o governo do Estado do Rio de Janeiro oficializou a exoneração de 6.145 servidores comissionados. A medida, que visa o ajuste fiscal e a moralização da máquina pública, impacta órgãos de toda a administração estadual e projeta uma economia de R$ 221 milhões aos cofres públicos até o final de dezembro de 2026.

O corte representa uma redução significativa frente ao contingente de 14.340 comissionados registrados em março deste ano. Segundo levantamentos internos, uma parcela expressiva dos exonerados não possuía sequer credenciais de acesso aos sistemas digitais do Estado, como o SEI, configurando a prática de servidores fantasmas que compareciam às repartições apenas para registrar presença mensalmente.

Auditoria e critérios de nomeação

A limpeza na folha de pagamento faz parte de um esforço coordenado entre o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e a Controladoria Geral do Estado. Enquanto as exonerações atingiram a marca de 6.145, o governo realizou 2.496 nomeações no mesmo período, priorizando a ocupação de cargos por servidores de carreira. A economia estimada considera apenas as vagas que permaneceram abertas após o processo de enxugamento.

A atual gestão tem submetido as nomeações a um rigoroso crivo do GSI. O objetivo declarado é assegurar que a ocupação de postos estratégicos seja pautada pela eficiência técnica e pela responsabilidade no uso do erário, afastando indicações que não apresentem resultados concretos para a administração pública.

Reforma administrativa e fusão de pastas

Além do corte de pessoal, o governo estadual promoveu uma redução na sua estrutura organizacional. O número de secretarias caiu de 32, em março, para as atuais 28 pastas. A estratégia de fusão de órgãos busca otimizar a gestão e reduzir custos operacionais, em um momento em que o Estado enfrenta desafios de equilíbrio financeiro.

A administração interina, sob o comando do desembargador Ricardo Couto, iniciou seus trabalhos em 23 de março de 2026. A transição ocorreu após a renúncia do então governador Cláudio Castro, que buscava viabilizar uma candidatura ao Senado Federal. O cenário político foi agravado pela decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que, em 2 de junho, manteve a inelegibilidade de Castro por 5 votos a 2, impedindo sua participação em pleitos até 2030.

Perspectivas e continuidade das investigações

O processo de auditoria ainda não está encerrado. O governo estadual sinalizou que novas exonerações podem ocorrer à medida que as investigações conduzidas pelo GSI e pela Controladoria avancem. A expectativa é que a transparência sobre o uso dos recursos públicos continue sendo o norte das ações da gestão interina.

O Fato Paulista segue acompanhando os desdobramentos da crise administrativa no Rio de Janeiro e os impactos das medidas de austeridade no cotidiano dos serviços públicos. Continue conectado ao nosso portal para receber atualizações precisas, análises aprofundadas e o contexto completo sobre os fatos que movimentam a política nacional.

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