Parar de fumar traz benefícios imediatos ao coração, afirmam especialistas

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Estudos mostram que parar de fumar reduz a pressão arterial em apenas três meses. Especialistas alertam sobre os riscos do cigarro e dos vapes.
Parar de fumar traz benefícios imediatos ao coração, afirmam especialistas
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A dúvida sobre se ainda vale a pena abandonar o tabagismo após décadas de consumo é recorrente nos consultórios médicos. No entanto, a ciência é enfática: nunca é tarde para interromper o uso do cigarro. O impacto positivo na saúde cardiovascular é notável e ocorre de forma muito mais rápida do que muitos fumantes imaginam, sendo uma das medidas mais eficazes para prevenir doenças graves e melhorar a qualidade de vida.

Um estudo realizado pelo Instituto do Coração (InCor) trouxe dados que reforçam essa urgência. Fumantes diagnosticados com hipertensão que cessaram o consumo de tabaco apresentaram, em apenas três meses, uma redução significativa de cerca de 10 mmHg na pressão arterial sistólica e de 5 mmHg na diastólica. Esse resultado demonstra que o organismo possui uma capacidade notável de recuperação quando exposto a menos agentes tóxicos.

O impacto direto do tabagismo no sistema cardiovascular

Embora o senso comum relacione o cigarro majoritariamente a problemas pulmonares, o sistema cardiovascular é um dos alvos principais das substâncias tóxicas presentes na fumaça. A cardiologista Vanessa Pesciotto, do Hospital Regional de Jundiaí, unidade da Secretaria de Estado da Saúde, explica que a nicotina atua diretamente na contração dos vasos sanguíneos, o que eleva a frequência cardíaca e a pressão arterial de forma crônica.

Além da nicotina, a inalação constante de substâncias químicas promove inflamações nas paredes das artérias. Esse processo facilita a formação de placas de gordura, um mecanismo que abre caminho para episódios de infarto e acidente vascular cerebral (AVC). O tabagismo, portanto, sobrecarrega o músculo cardíaco, que precisa trabalhar sob condições de estresse constante.

Riscos dos cigarros eletrônicos e a falsa sensação de segurança

Com a popularização dos dispositivos eletrônicos para fumar, conhecidos como vapes, muitos usuários migraram para esses aparelhos sob a falsa premissa de que seriam menos prejudiciais. A médica alerta que essa percepção é perigosa. O cigarro eletrônico mantém a dependência química da nicotina e, em diversas situações, expõe o usuário a concentrações ainda mais elevadas da substância.

Os aerossóis inalados pelos vapes contêm compostos que podem causar lesões inflamatórias nos tecidos vasculares. Portanto, substituir o cigarro convencional pelo eletrônico não representa uma estratégia de redução de danos segura, mas sim a manutenção do risco cardiovascular sob uma nova forma de consumo.

A importância do suporte profissional na cessação

A dependência da nicotina é uma condição complexa que exige abordagem multidisciplinar. Especialistas reforçam que o sucesso na interrupção do hábito não depende apenas da força de vontade, mas também do controle de outros fatores de risco, como o sedentarismo, a obesidade, o diabetes e os níveis de colesterol.

O caminho para uma vida livre do tabaco pode ser desafiador, mas cada tentativa é um passo fundamental. A recomendação médica é clara: buscar ajuda profissional aumenta drasticamente as chances de êxito. O coração, independentemente do tempo de exposição ao cigarro, responde positivamente à interrupção do vício.

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