A busca por previsibilidade no trabalho por aplicativo
O mercado de entregas por aplicativo consolidou-se como uma das principais fontes de renda para milhares de brasileiros. Com a dinâmica das grandes cidades, o iFood, líder do setor, tem buscado ajustar suas modalidades para oferecer maior estabilidade aos profissionais. Entre as opções disponíveis, o modelo conhecido como Mais Entregas surge como uma alternativa para quem deseja planejar melhor sua rotina, permitindo a reserva de horários e regiões específicas de atuação.
Diferente do modelo tradicional, chamado de Nuvem, o Mais Entregas introduz uma lógica de remuneração que combina um valor fixo por disponibilidade com ganhos variáveis por pedido. Essa estrutura foi desenhada para reduzir a incerteza comum em dias de baixa demanda, garantindo um piso de rendimento para o profissional que se compromete com períodos pré-definidos na plataforma.
Como funciona a remuneração e o modelo Mais Entregas
No formato Mais Entregas, o profissional escolhe janelas de tempo e áreas de cobertura. Durante esse período, ele recebe um valor fixo pela sua disponibilidade, somado aos ganhos por cada entrega concluída. Caso a demanda na região fique abaixo das expectativas, a plataforma assegura um valor mínimo, garantindo que o tempo investido pelo entregador não resulte em prejuízo.
É fundamental esclarecer que a adesão a este modelo é totalmente opcional. O entregador mantém a liberdade de optar pelo sistema Nuvem, onde a flexibilidade é total e o cálculo dos ganhos é feito com base na distância percorrida, tempo de coleta e entrega. Segundo a empresa, a escolha por qualquer uma das modalidades não impacta o Score do entregador nem a saúde de sua conta, permitindo que cada profissional adapte a ferramenta à sua realidade local.
Desmistificando valores e a média de ganhos
Recentemente, circularam em redes sociais informações sobre pagamentos fixos de R$ 3 por entrega, o que foi classificado pelo iFood como uma interpretação equivocada. O rendimento final de um entregador é composto por múltiplos fatores, e isolar o valor de uma única entrega não reflete a realidade do faturamento bruto. A composição inclui o valor do período reservado, as taxas de entrega e eventuais complementos de demanda.
Dados divulgados pela plataforma em 2024 indicam que o ganho bruto médio por hora trabalhada gira em torno de R$ 28. Projetando esse valor para uma jornada de quatro horas diárias, o rendimento bruto diário seria de aproximadamente R$ 112. Em um cenário de 22 dias trabalhados por mês, o montante bruto pode ultrapassar a marca de R$ 2.400, embora esses números variem drasticamente conforme a cidade, o volume de pedidos e a eficiência do profissional.
Benefícios e custos operacionais
Além da remuneração direta, o iFood disponibiliza programas como o Super Entregadores, que oferece recompensas baseadas em desempenho, podendo elevar os ganhos em até 30% acima da média. Outros recursos, como a antecipação de repasses, seguros e descontos em serviços de manutenção, compõem o ecossistema de suporte ao trabalhador. É importante ressaltar que, ao calcular o ganho real, o entregador deve sempre subtrair os custos operacionais, como combustível, manutenção do veículo e plano de dados móveis.
Para quem busca otimizar os resultados, a plataforma afirma que entregadores que migraram para o modelo Mais Entregas registraram, em média, um ganho 40% superior ao modelo tradicional. Contudo, essa é uma média estatística e não uma garantia de rendimento fixo. A decisão entre flexibilidade total ou maior previsibilidade deve ser tomada com base no perfil de cada trabalhador e na realidade da demanda da sua região.
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