A partir desta quinta-feira (30), milhões de brasileiros começaram a notar uma movimentação positiva em suas contas vinculadas ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). A Caixa Econômica Federal iniciou o processo de distribuição dos lucros do fundo referentes ao exercício de 2025, contemplando cerca de 138,2 milhões de trabalhadores que possuíam saldo positivo em suas contas até o dia 31 de dezembro do ano passado.
O montante distribuído totaliza R$ 13,04 bilhões, o que representa 89% do lucro líquido alcançado pelo fundo no período, que foi de R$ 14,7 bilhões. Este resultado é expressivo, consolidando-se como o segundo maior da série histórica iniciada em 2015, e reflete a gestão dos recursos que, além de proteger o trabalhador, impulsionam setores estratégicos da economia brasileira, como habitação e infraestrutura.
Entenda o cálculo e a rentabilidade do fundo
Para determinar quanto cada trabalhador recebe, a Caixa aplicou um índice de 0,01868341 sobre o saldo existente em cada conta no final de 2025. Na prática, isso significa que, para cada R$ 100,00 depositados, o trabalhador recebeu aproximadamente R$ 1,87. Esse crédito é automático e realizado diretamente na conta vinculada, sem que seja necessária qualquer solicitação por parte do beneficiário.
Com esse aporte, a rentabilidade total do FGTS em 2025 atingiu 6,9%. O índice é composto pela soma da remuneração básica de 3% ao ano, da Taxa Referencial (TR) e da parcela do lucro distribuída. O desempenho superou a inflação oficial do período, medida pelo IPCA, que fechou em 4,26%, garantindo aos cotistas um ganho real de cerca de 2,6 pontos percentuais acima da perda inflacionária.
Como verificar o crédito na conta
O trabalhador pode conferir o depósito por meio do aplicativo FGTS, disponível para dispositivos Android e iOS, ou pelo Internet Banking da Caixa, caso seja correntista do banco. No extrato, o valor aparece identificado com a descrição: “AC CRED DIST RESULTADO ANO BASE 12/2025”.
É importante ressaltar que o dinheiro não é transferido para a conta-corrente do cidadão. O valor passa a integrar o saldo do próprio FGTS, permanecendo sob as regras de movimentação previstas em lei. Portanto, o montante só poderá ser sacado em situações específicas, como demissão sem justa causa, aposentadoria, aquisição de casa própria ou em casos de doenças graves.
Contexto histórico da distribuição de lucros
A prática de repartir parte do resultado positivo do fundo entre os trabalhadores foi instituída em 2017. Desde então, o Conselho Curador do FGTS tem autorizado a distribuição anual, variando o percentual conforme o desempenho do fundo e as diretrizes econômicas vigentes. O histórico recente demonstra a relevância dessa política para a valorização das reservas dos trabalhadores brasileiros.
O FGTS, criado em 1966, mantém sua função social de reserva de emergência, enquanto atua como um dos pilares de financiamento para o desenvolvimento nacional. Para acompanhar mais atualizações sobre economia, direitos do trabalhador e outros temas de relevância para o seu cotidiano, continue acompanhando o Fato Paulista, seu portal de confiança para informações precisas e contextualizadas.




