Circuito Integrado leva rede de proteção à mulher para cidades do interior paulista

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O Circuito Integrado de Proteção às Mulheres leva atendimento especializado e unificado a cidades do interior de SP. Saiba como funciona o projeto.
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A busca por ajuda após episódios de violência doméstica é, frequentemente, um processo exaustivo e revitimizante. Para muitas mulheres, a necessidade de peregrinar por diferentes órgãos — delegacias, fóruns e centros de assistência — acaba funcionando como uma barreira que desencoraja a denúncia. Com o objetivo de romper esse ciclo, o Circuito Integrado de Proteção às Mulheres atua como uma unidade móvel que centraliza os serviços essenciais de suporte, levando acolhimento direto a municípios que carecem de estruturas especializadas.

A estratégia de unificação dos serviços de proteção

Coordenado pela Secretaria de Políticas para a Mulher do Estado de São Paulo, o projeto promove uma atuação articulada entre segurança pública, assistência social, Defensoria Pública, Ministério Público e Poder Judiciário. Ao reunir essas frentes em um único espaço, o Estado busca reduzir a chamada “rota crítica”, termo utilizado para descrever o caminho tortuoso que a vítima percorre ao tentar acessar seus direitos básicos.

A iniciativa é fundamental para a realidade de diversas cidades do interior paulista, onde a distância física dos centros de referência ou a falta de equipamentos específicos dificulta o acesso à justiça. O modelo itinerante garante que a rede de proteção chegue até quem mais precisa, otimizando o tempo de resposta e evitando que a mulher tenha de narrar o trauma repetidas vezes para diferentes agentes públicos.

Acolhimento humanizado e avaliação de risco

Ao ingressar na unidade móvel, a vítima é recebida por uma equipe multidisciplinar. O primeiro passo é a aplicação do Formulário Nacional de Avaliação de Risco (FONAR), uma ferramenta técnica que permite identificar a gravidade da situação e determinar, com maior precisão, as medidas protetivas de urgência necessárias para preservar a vida e a integridade da mulher.

O atendimento vai além do registro policial. No mesmo local, é possível acessar suporte psicossocial e orientação jurídica. A presença do Poder Judiciário no circuito é um diferencial importante, permitindo que pedidos de medidas protetivas sejam analisados e deferidos com agilidade. Além disso, a estrutura conta com um espaço de recreação infantil, pensado para oferecer um ambiente mais tranquilo e privado para mães que precisam levar seus filhos durante o atendimento.

Cronograma e alcance da iniciativa

O projeto percorre municípios selecionados com base em indicadores de violência e na ausência de infraestrutura local. A permanência em cada cidade é de aproximadamente uma semana, período em que a equipe realiza o atendimento direto e estabelece os encaminhamentos necessários para que os órgãos locais deem continuidade ao acompanhamento do caso após a partida da unidade.

Atualmente, o circuito está em Fernandópolis, onde permanece até o dia 24 de julho. Na sequência, a unidade móvel segue para Jales, com atendimento programado entre os dias 27 e 31 de julho. Informações detalhadas sobre o cronograma completo podem ser consultadas diretamente no site da Secretaria de Políticas para a Mulher do Estado de São Paulo.

É importante ressaltar que o equipamento móvel não substitui as Delegacias de Defesa da Mulher ou os Centros de Referência permanentes, mas atua como um braço integrador da rede. Em situações de emergência, a recomendação permanece a de acionar a Polícia Militar pelo 190 ou buscar orientação pela Central de Atendimento à Mulher, através do número 180.

O Fato Paulista mantém seu compromisso em acompanhar as políticas públicas que impactam a segurança e a cidadania em todo o estado. Continue acessando nosso portal para se manter informado sobre iniciativas que transformam a realidade social e garantem direitos fundamentais à população.

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