Consumo das famílias impulsiona economia brasileira e PIB cresce 0,7% em maio

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Economia brasileira cresce 0,7% em maio, impulsionada pelo consumo das famílias, mas especialistas apontam sinais de arrefecimento no longo prazo.
Consumo das famílias impulsiona economia brasileira e PIB cresce 0,7% em maio
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A economia brasileira apresentou uma reação positiva no mês de maio, registrando um crescimento de 0,7% na comparação direta com abril. O dado, que integra o Monitor do PIB elaborado pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV), aponta para uma recuperação após um período de oscilação, marcado por uma retração no mês anterior e estabilidade em março.

O papel central do consumo das famílias

O desempenho positivo de maio foi sustentado, em grande medida, pelo comportamento das famílias brasileiras. Segundo a análise da FGV, o consumo das famílias avançou 3,3% no trimestre encerrado em maio, atingindo o patamar mais elevado desde o último trimestre de 2024. Esse movimento foi impulsionado majoritariamente pela demanda por serviços e bens duráveis, que juntos responderam por mais de 60% do resultado setorial.

Para a economista Juliana Trece, coordenadora da pesquisa, embora o consumo tenha sido o motor do crescimento, a dependência desse componente acende um alerta. Enquanto as famílias mantiveram o ritmo de gastos, outros pilares fundamentais, como os investimentos e as exportações, apresentaram retrações ou desempenhos mais tímidos, revelando uma fragilidade na base da expansão econômica atual.

Sinais de arrefecimento e desafios estruturais

Apesar da alta mensal, o cenário de longo prazo exige cautela. O indicador acumulado em 12 meses, que funciona como um retrovisor da atividade econômica, situou-se em 1,7%. O número reflete uma tendência de desaceleração, visto que, em março, essa variação era de 3% e, em maio do ano passado, alcançava 3,8%.

O setor industrial, por exemplo, demonstrou estabilidade, o que, na leitura dos especialistas, indica uma perda de fôlego. Paralelamente, as exportações registraram um crescimento de 4,3%, o menor patamar desde o segundo trimestre de 2025. O recuo no ritmo de vendas externas foi influenciado, principalmente, por um desempenho inferior da indústria extrativa mineral, que vinha sustentando números mais robustos desde o início de 2026.

Investimentos e expectativas para o segundo semestre

Um ponto de atenção no relatório é a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), que mede os investimentos em máquinas, equipamentos e infraestrutura. O indicador teve uma expansão de 2% no trimestre móvel, marcando a segunda alta consecutiva após um longo período de quedas. A taxa de investimento estimada para maio ficou em 18,6%, um patamar relevante, embora ainda abaixo do pico observado em fevereiro, que foi de 19,2%.

Em valores correntes, o PIB acumulado até maio é estimado em R$ 5,466 trilhões. Enquanto o mercado financeiro, por meio do relatório Focus, projeta um crescimento de 1,99% para o fechamento de 2026, o Ministério da Fazenda mantém uma perspectiva um pouco mais otimista, estimando uma variação de 2,3%.

O resultado oficial consolidado, que serve como balizador definitivo para o país, segue sob responsabilidade do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A próxima divulgação do órgão, referente ao segundo trimestre de 2026, está agendada para o dia 1º de setembro e deve oferecer um panorama mais claro sobre a sustentabilidade desse crescimento diante das atuais pressões inflacionárias e do cenário externo. Para acompanhar os próximos desdobramentos da economia nacional e análises aprofundadas sobre o mercado, continue conectado ao Fato Paulista.

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