Safra de grãos no Brasil deve atingir 360,1 milhões de toneladas, aponta Conab

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A Conab estima safra de 360,1 milhões de toneladas de grãos em 2025/26, impulsionada pela soja e milho. Confira os detalhes do levantamento agrícola.
© Fernando Frazão/Agência Brasil
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A produção agrícola brasileira mantém trajetória de crescimento e deve alcançar a marca de 360,1 milhões de toneladas no ciclo 2025/26. O dado, divulgado nesta terça-feira (14) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), refere-se ao 10º levantamento da safra e representa um ajuste positivo de 0,4% em relação às estimativas feitas no mês anterior. Caso o número se confirme, o país registrará um avanço de 2,2% sobre o volume colhido na temporada passada, consolidando o setor como um dos pilares fundamentais da economia nacional.

Desempenho das culturas e estabilidade produtiva

O cenário atual é sustentado, em grande parte, pela expansão da área plantada, enquanto a produtividade média nacional se mantém estável, girando em torno de 4.311 quilos por hectare. Segundo Fabiano Vasconcellos, gerente de Acompanhamento de Safras da estatal, as condições climáticas têm sido determinantes para o desenvolvimento das lavouras, com um regime de chuvas favorável e manutenção da umidade do solo em níveis adequados para a maioria das regiões produtoras.

A soja, carro-chefe do agronegócio brasileiro, encerrou sua colheita com 180,6 milhões de toneladas, respondendo por metade de toda a produção de grãos do país. O resultado representa um incremento de 5,3% frente ao ciclo anterior, impulsionado por um aumento de 2,7% na área cultivada e pelo uso intensivo de pacotes tecnológicos que otimizam o rendimento no campo.

Dinâmica do milho e culturas de inverno

O milho segue como o segundo maior protagonista desta safra, com uma projeção de 141,7 milhões de toneladas, o que equivale a quase 40% da produção total de grãos. O ciclo do cereal é dividido em três etapas, sendo que a segunda safra, responsável pelo maior volume (109,43 milhões de toneladas), ainda atravessa o período de colheita, com cerca de 38,9% da área já processada.

Em contrapartida, o trigo enfrenta um cenário de retração. A cultura de inverno, que se encontra em fase final de plantio, deve registrar uma queda de 23,5% no volume colhido, estimada em 6 milhões de toneladas. A redução é atribuída tanto à diminuição da área destinada ao cereal quanto a uma expectativa de produtividade menor para este período.

Abastecimento interno e mercado externo

Embora culturas como o arroz e o feijão apresentem volumes inferiores aos do ciclo passado — com quedas de 13,1% e 1,4%, respectivamente —, a Conab assegura que a oferta é suficiente para garantir o abastecimento do mercado doméstico. O gerente Fabiano Vasconcellos destacou que, apesar de adversidades climáticas pontuais no final de junho, como geadas e escassez de chuvas em regiões específicas, o impacto não compromete a segurança alimentar nacional.

Já o algodão apresenta um desempenho robusto, com produção prevista de 4,06 milhões de toneladas de pluma. O ganho de 2,8% na produtividade compensou a redução na área plantada, permitindo que o Brasil mantenha uma posição forte nas exportações, com estimativa de embarques chegando a 3,38 milhões de toneladas. O Fato Paulista segue acompanhando os desdobramentos da safra e o impacto dos indicadores agrícolas na economia brasileira. Continue conosco para se manter informado com análises precisas e atualizações diárias sobre o agronegócio e outros temas essenciais.

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