Mas, se por um lado os avanços são inegáveis, por outro talvez agora seja o momento de rever algumas práticas que incorporamos ao nosso dia a dia e que estão trazendo problemas graves para a população mundial. O mais evidente, sem dúvida, é a geração cada vez maior de resíduos, reflexo de um comportamento cada mais consumista.
A consequência imediata mais visível é o aumento consistente no volume de lixo que a população produz diariamente e nem percebe. Isso ocorre, por exemplo, quando compramos um produto e ele vem acompanhado de uma caixa, sacola, bandeja, prato, copo ou talher descartável ou camadas e mais camadas de diferentes papeis. Geralmente, o destino de todo esses acessórios é o cesto de lixo. Mas é importante ter clareza de que tudo o que é jogado fora representa desperdício de energia e de recursos naturais usados para a sua fabricação. Além disso, o aumento no volume de lixo representa mais poluição e problemas ambientais.
Uma das perguntas que a sociedade moderna precisa fazer é: precisamos mesmo de tantos itens descartáveis? E um segundo questionamento, aí para direcionar novos estudos em inovações tecnológicos é: como podemos criar produtos recicláveis e/ou reaproveitáveis que não sejam descartados depois de pouco tempo de uso?
Pare para pensar um pouco na quantidade de itens que usamos por pouco tempo e descartamos, muitas vezes sem concluir o uso: isqueiros, canetas, lápis, escovas e cremes dentais, vidrinhos de esmalte, lixas de unha, lâminas de barbear, balões de festa, películas para proteger celulares ou tablets, cápsulas de café expresso e milhares de outros itens. Há, ainda, papeis não recicláveis, como o celofane e laminado, que embalam doces, biscoitos e bombons, que também têm como destino o lixo.
Mas, como podemos reduzir esses “pequenos impactos” que, somados, trazem grande prejuízo ao meio ambiente, inclusive com altos custos no processo de descarte e gerenciamento de lixo?
Na hora em que vai comprar frios, legumes, frutas e verduras, realmente precisa da bandeja de isopor? Já existem tecnologias para reciclar esse tipo de plástico, mas o custo é muito alto e a realidade é que a maior parte do isopor acaba no lixo comum. Outro item que pode ser substituído são aqueles papeis adesivados para anotar recados – procure blocos comuns, de preferência até de papel reciclado, favorecendo e estimulando o ciclo completo desse material.
No escritório, não basta evitar o uso de descartáveis como copos de plástico, mexedores e sachês de açúcar. Reduzir a quantidade de documentos impressos, muitas vezes sem necessidade, representa economia na certa. Carbono e papel de fax são outros materiais em desuso, o que também é positivo porque esses não são recicláveis. Quanto aos recibos de operações com cartão de crédito, o ideal é solicitar o envio por SMS.
Ainda é complexo substituir fraldas e absorventes descartáveis, mas já existem alternativas reutilizáveis. Inegável, porém, é que a higiene e cuidados pessoais são essenciais para evitar doenças. Nesse processo, sempre haverá resíduos não recicláveis – como as fraldas descartáveis ou o papel e lencinhos higiênicos – que devem ser descartados no lixo comum doméstico. Mas há outros itens que podem ser encaminhados para a reciclagem, como é o caso das embalagens de pasta de dente e escovas dentais.
Atualmente, a Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec) mantém dois programas de apoio às cooperativas de catadores de recicláveis, garantindo que esses itens sejam transformados em matéria primeira para fabricar novos produtos. Os programas funcionam nas cooperativas paulistanas de catadores e em vários pontos do país.
Fique atento, portanto, às diversas iniciativas que existem na cidade para reciclar e reutilizar diferentes tipos de materiais, e respeite os dias e horários em que os serviços de coleta domiciliar e seletiva são realizados na rua em que você mora. Para não correr o risco de colocar o saco na calçada no dia errado, confira antes no site da concessionária. Nas zonas sul e leste de São Paulo, os serviços são realizados pela EcoUrbis Ambiental e no site http://www.ecourbis.com.br é possível checar a informação rapidamente, bastando clicar em “horário da coleta” e digitar o cep ou o nome da rua e número de sua casa.
Vamos fazer a nossa parte.




