A Festa Literária Internacional do Pelourinho (Flipelô) alcança um marco histórico em 2026. Ao celebrar sua décima edição entre os dias 5 e 9 de agosto, o evento reafirma seu papel como um dos principais pontos de encontro cultural do país. Com uma programação robusta, a iniciativa ocupará o coração do centro histórico de Salvador, transformando ruas e casarões em palcos para a literatura e as artes.
A organização do evento, conduzida pela Fundação Casa de Jorge Amado, confirmou a participação de mais de 500 escritores brasileiros e nove convidados internacionais. A expectativa é que o fluxo de visitantes alcance a marca de 250 mil pessoas, distribuídas por 150 espaços que integram o circuito cultural, estendendo-se da Praça Municipal até o bairro do Santo Antônio Além do Carmo.
Programação da Flipelô reúne grandes nomes da literatura
O elenco de convidados desta edição reflete a diversidade da produção literária contemporânea. Entre os nomes confirmados estão Ana Maria Gonçalves, Itamar Vieira Júnior, Carla Madeira e Milton Hatoum. A pluralidade de vozes se estende a outras esferas da cultura, com a presença do humorista Gregório Duvivier, da jornalista Astrid Fontenelle e do poeta Bráulio Bessa.
A grade de atividades foi desenhada para oferecer uma experiência imersiva, incluindo mesas de debate, lançamentos de obras, oficinas criativas e apresentações musicais. A abertura oficial, marcada para a noite do dia 5 de agosto no Largo do Pelourinho, contará com um show da cantora Belô Velloso, que interpretará poemas de Myriam Fraga, unindo música e poesia em uma celebração à memória literária baiana.
Legado e homenagens no centro histórico
Esta edição da Flipelô é marcada por um sentimento de reverência. A grande homenageada é a poeta e jornalista Myriam Fraga (1937-2016), idealizadora da festa e figura central na preservação da memória de Jorge Amado. A trajetória de Myriam Fraga, que integrou a Academia de Letras da Bahia e manteve por duas décadas a coluna Linha D’Água, será o fio condutor de diversas atividades ao longo dos cinco dias de evento.
Além dela, o artista plástico Calasans Neto também recebe tributos. Conhecido por suas ilustrações marcantes que acompanharam obras de Jorge Amado e da própria Myriam Fraga, o pintor e cenógrafo teve seu trabalho intrinsecamente ligado à identidade visual da literatura baiana. A valorização desses nomes reforça o compromisso da fundação, que completa 40 anos de atuação, em manter viva a herança cultural do estado.
Impacto social e cultural da festa literária
Desde sua criação em 2017, a Flipelô consolidou-se como um vetor de desenvolvimento para o centro histórico de Salvador. A ocupação de espaços públicos e privados não apenas movimenta a economia local, mas democratiza o acesso ao livro e à leitura, com foco especial na formação de novos leitores entre o público jovem. O evento funciona como uma vitrine para a produção literária nacional, conectando autores consagrados a uma audiência diversa e engajada.
Para conferir a agenda detalhada e organizar sua visita, os interessados podem acessar o site oficial da Flipelô. O Fato Paulista segue acompanhando os desdobramentos deste grande encontro literário e traz, diariamente, as principais notícias sobre cultura, comportamento e os eventos que movimentam o Brasil. Continue conosco para se manter informado com credibilidade e profundidade.




