
Nesta quinta-feira (9), a cidade de São Paulo volta seus olhos para o Parque Ibirapuera, na zona sul da capital, para marcar os 94 anos da Revolução Constitucionalista de 1932. O Obelisco Mausoléu ao Soldado Constitucionalista, monumento que se tornou o símbolo máximo da resistência paulista, é o palco das cerimônias cívicas que homenageiam os combatentes que lutaram pela redemocratização do Brasil.
O que explica revolução
Tradição e honrarias no Ibirapuera
A programação oficial tem início às 8h, com o hasteamento do Pavilhão Nacional, conduzido pela Escola Superior de Soldados (ESSd). O evento é marcado por um tom de solenidade, incluindo a transmissão do comando do Exército Constitucionalista e ritos de honras fúnebres. O momento é de profunda carga histórica, já que o mausoléu abriga os restos mortais daqueles que tombaram durante o conflito.
A Sociedade Veteranos de 32, conhecida pela sigla MMDC, realiza a entrega de medalhas como forma de reconhecimento à memória dos envolvidos. O encerramento das atividades ocorre com um desfile cívico-militar, previsto para o período entre 10h30 e 11h30, reunindo forças de segurança pública, Forças Armadas e entidades civis comprometidas com a preservação deste capítulo fundamental da história brasileira.
O legado de 1932 e a busca pela Constituição
O movimento de 1932 não foi apenas um conflito armado, mas uma exigência por um Estado de Direito. Na época, o Brasil era governado por Getúlio Vargas em caráter provisório, sem uma carta magna vigente. A revolta paulista clamava pela convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte, um passo essencial para que o país superasse o período de exceção política.
Embora as tropas paulistas tenham sofrido uma derrota militar frente às forças federais em outubro daquele ano, o objetivo político foi alcançado. A pressão exercida pelo levante acelerou a redemocratização, culminando na instalação da Assembleia Nacional Constituinte em 1933 e na promulgação da Constituição de 1934. Por esse motivo, o 9 de julho permanece como a data magna do estado de São Paulo.
A origem do símbolo MMDC
A mobilização que culminou na revolução teve como estopim a morte de quatro estudantes em 23 de maio de 1932, durante um protesto na região central da capital. Mário Martins de Almeida, Euclides Miragaia, Dráusio Marcondes de Sousa e Antônio Camargo de Andrade tornaram-se mártires da causa.
As iniciais de seus nomes formam o acrônimo MMDC, que se transformou em um movimento civil organizado. Esta entidade foi crucial para o recrutamento de voluntários e a arrecadação de recursos que sustentaram o esforço de guerra paulista. Hoje, a sigla é sinônimo de civismo e é mantida por instituições que zelam pela memória histórica do estado, conforme detalhado em registros da Agência SP.
O Fato Paulista segue acompanhando as celebrações cívicas e os desdobramentos históricos que moldam a identidade de São Paulo. Continue conosco para se manter informado sobre os eventos que marcam a nossa trajetória e os acontecimentos mais relevantes da atualidade.

