Douglas Santos utiliza experiência olímpica para guiar Brasil rumo ao hexa

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futebol - Douglas Santos usa vivência do ouro olímpico de 2016 para liderar o Brasil na busca pelo hexa na Copa do Mundo. Confira os bastidores da seleção.
© Rafael Ribeiro/CBF
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A bagagem de um campeão olímpico na busca pelo título mundial

O lateral-esquerdo Douglas Santos surge como uma peça fundamental no esquema tático da seleção brasileira nesta Copa do Mundo. Integrante do grupo que conquistou a inédita medalha de ouro nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016, o jogador traz uma bagagem emocional e técnica que o técnico Carlo Ancelotti considera vital para o elenco. Ao lado de nomes como Marquinhos e Neymar, o atleta vivenciou a pressão de atuar sob os olhares de uma nação inteira, um cenário que, segundo ele, guarda semelhanças com o desafio atual.

Em entrevista coletiva realizada no The Ridge, hotel que serve como base da delegação em Nova Jersey, nos Estados Unidos, o camisa 16 destacou que a responsabilidade de vestir a amarelinha permanece inalterada. “Sentimos o peso, ainda mais jogando no Brasil. Sabíamos da responsabilidade e da vontade de todo brasileiro. Não é diferente hoje. Estamos focados”, afirmou o lateral, que atualmente defende o Zenit, da Rússia.

A trajetória de superação e a afirmação na seleção

A trajetória de Douglas Santos na seleção principal é marcada por uma longa espera. Após sua estreia em 2016, em um amistoso contra o Panamá, o jogador passou nove anos longe das convocações, apesar de ter sido chamado em 2013 e 2015 sem sair do banco de reservas. O retorno triunfal em 2025 foi o divisor de águas que o levou à titularidade absoluta sob o comando de Carlo Ancelotti.

Na disputa pela posição, o jogador superou a concorrência do experiente Alex Sandro, que buscava seu terceiro Mundial. A regularidade de Douglas Santos, apelidada internamente de “feijão com arroz”, tornou-se um pilar defensivo e ofensivo. O lateral ressalta que seu papel vai além da marcação, exigindo uma leitura de jogo apurada, especialmente na parceria com o atacante Vinícius Júnior, com quem divide o lado esquerdo do campo.

O “feijão com arroz” e a sintonia com Vinícius Júnior

A parceria com o craque do Real Madrid exige disciplina tática rigorosa. O lateral explica que sua função é equilibrar a necessidade de subida ao ataque com a vigilância defensiva. “Eu preciso ter uma boa leitura quando o Vini pega a bola, saber o momento certo de fazer a ultrapassagem e estar vigilante para, se ele perder a bola, poder recuperar”, detalhou o atleta.

Para o jogador, o conceito de “feijão com arroz bem temperado” nada mais é do que a execução do simples com excelência. Essa mentalidade, forjada em anos de preparação e amadurecimento no futebol europeu, é o que ele pretende manter até o final da competição. O objetivo é claro: transformar esse trabalho consistente em resultados que alegrem o torcedor brasileiro.

Desafios e motivação extra contra a Noruega

O próximo compromisso do Brasil é um duelo decisivo contra a Noruega, marcado para este domingo (5), às 17h, em Nova Jersey. A partida vale uma vaga nas quartas de final e ganhou ares de rivalidade após declarações do técnico norueguês, Stale Solbakken, que pediu para a seleção brasileira “esperar”. Embora o treinador tenha minimizado o tom, o elenco brasileiro recebeu a mensagem como um combustível extra.

Essa não é a primeira vez que o Brasil lida com provocações externas nesta edição do torneio. O episódio recorda a declaração do japonês Kento Shiogai, que questionou a força da equipe antes da vitória brasileira por 2 a 1. Segundo Douglas Santos, a resposta do time tem sido dada dentro das quatro linhas, mantendo a paciência e a garra mesmo em momentos de adversidade. Para acompanhar os desdobramentos da seleção e análises aprofundadas sobre a Copa do Mundo, continue conectado ao Fato Paulista, seu portal de referência para informação de qualidade e credibilidade.

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