Tabela SUS Paulista viabiliza reativação de 8 mil leitos em hospitais do estado

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Tabela SUS Paulista reativa 8 mil leitos e amplia cirurgias em SP. Secretário Eleuses Paiva detalha o impacto do programa na saúde pública estadual.
filas de atendimento e cerca de 8 mil leitos desativados. A análise apontou que
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A estrutura hospitalar de São Paulo passou por uma transformação significativa nos últimos meses, impulsionada pela implementação da Tabela SUS Paulista. Em entrevista ao podcast SP Pod, o secretário estadual da Saúde, Eleuses Paiva, detalhou como a iniciativa estratégica permitiu a reativação de mais de 8 mil leitos que estavam inativos em diversas regiões do estado. A medida, que visa fortalecer a rede pública, tem sido o pilar para a redução das filas de espera por procedimentos cirúrgicos e exames especializados.

O impacto da regionalização na rede hospitalar

A criação da Tabela SUS Paulista nasceu de um diagnóstico preciso realizado pela atual gestão estadual. Ao analisar as 17 regiões de saúde, o governo identificou um cenário crítico: hospitais filantrópicos, que respondem por cerca de 70% dos atendimentos no interior, operavam no limite de sua capacidade financeira. A defasagem histórica dos valores repassados pela tabela federal do Sistema Único de Saúde, estagnada há quase duas décadas, impedia a manutenção de alas inteiras e equipamentos.

O secretário Eleuses Paiva destacou que a regionalização foi a chave para romper esse ciclo. Ao descentralizar a gestão e oferecer uma remuneração mais justa, o estado permitiu que as unidades voltassem a operar com sua capacidade máxima. Esse movimento não apenas recuperou a infraestrutura ociosa, mas também garantiu que o atendimento ao paciente ocorresse mais próximo de sua residência, evitando deslocamentos desnecessários para grandes centros.

Reajustes e critérios de investimento

Para viabilizar o programa, a Secretaria da Saúde contou com o suporte técnico da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). O estudo avaliou cerca de 5 mil procedimentos, resultando em reajustes que, em situações específicas, alcançaram 400% sobre os valores anteriores. O aporte financeiro, que já ultrapassa a marca de R$ 10 bilhões do Tesouro Estadual, foi direcionado a aproximadamente 800 instituições filantrópicas e, mais recentemente, a 100 hospitais municipais em 77 cidades.

A estratégia de remuneração não seguiu um modelo linear. Segundo o secretário, cada procedimento foi analisado individualmente para assegurar que os hospitais tivessem condições reais de manter a assistência. Essa política de valorização permitiu que as instituições de saúde retomassem o fôlego financeiro necessário para investir em insumos e manutenção predial, garantindo a sustentabilidade do sistema a longo prazo.

Resultados práticos na assistência ao paciente

Os números refletem a eficácia da medida na ponta do atendimento. Na área da oncologia, o estado registrou um aumento superior a 45% na oferta de cirurgias, um dado crucial para o diagnóstico e tratamento precoce de tumores. Além disso, a capacidade de realizar exames de alta complexidade, como tomografias e ressonâncias magnéticas, foi ampliada, agilizando o fluxo de pacientes pelo sistema.

A produtividade cirúrgica do estado também apresentou um salto expressivo. Antes da implementação da Tabela SUS Paulista, a média anual era de 750 mil procedimentos eletivos. Esse volume subiu para 1 milhão no primeiro ano, alcançou 1,2 milhão no segundo e atingiu a marca de 1,3 milhão no terceiro ano de gestão. Para o secretário, o objetivo é claro: dobrar a oferta de cirurgias para que a espera por um tratamento deixe de ser um obstáculo na vida dos paulistas.

Para acompanhar os desdobramentos desta política pública e outras ações que impactam diretamente a qualidade de vida no estado de São Paulo, continue acompanhando o Fato Paulista. Nosso compromisso é levar até você informações apuradas, transparentes e contextualizadas sobre os temas que movem a nossa sociedade.

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