Operação investiga deputado estadual por suposta ligação com facção criminosa no Rio

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Deputado estadual Val Ceasa é alvo de operação do MPRJ por suspeita de ligação com facção criminosa no Rio de Janeiro. Confira os detalhes do caso.
© Tânia Rêgo/Agência Brasil
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Ação do Ministério Público mira parlamentar e ex-assessores

O cenário político fluminense foi movimentado nesta quinta-feira (18) por uma operação de busca e apreensão que tem como alvo o deputado estadual Val Ceasa (PRD). A ação, autorizada pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, investiga suspeitas de vínculos entre o parlamentar e o Terceiro Comando Puro (TCP), facção criminosa que figura como a segunda maior organização de narcotráfico no estado, atrás apenas do Comando Vermelho.

A ofensiva é conduzida pela Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ) em conjunto com a Coordenadoria de Investigação de Agentes com Foro da Polícia Civil. Ao todo, 14 mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos, abrangendo não apenas o deputado, mas também o ex-vereador Ulisses de Almeida Marins e o ex-assessor parlamentar Michael Johnny Vianna de Azevedo.

Suspeita de interferência em operações policiais

As investigações, iniciadas pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), apontam para uma possível tentativa de obstrução de ações de segurança pública. Segundo o órgão, os suspeitos teriam buscado informações privilegiadas junto à Polícia Militar sobre uma operação sigilosa que visava a demolição de imóveis controlados pelo TCP em Parada de Lucas, área que compõe o chamado Complexo de Israel, na zona norte da capital.

A apuração indica que o grupo teria utilizado sua influência política para alegar que as edificações em questão seriam destinadas a serviços sociais, uma justificativa que, de acordo com os investigadores, não condiz com a realidade do local. Como resultado dessa articulação, a operação policial que visava desmantelar a estrutura do crime organizado na região acabou sendo adiada.

Buscas em órgãos públicos e defesa do parlamentar

Os mandados judiciais, expedidos sob determinação do procurador-geral de Justiça, Antonio José Campos Moreira, atingiram locais estratégicos. Agentes realizaram diligências na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), na Central de Abastecimento do Estado do Rio de Janeiro (Ceasa) e em diversos endereços distribuídos pela capital fluminense e também no estado do Espírito Santo.

Em resposta às acusações, Val Ceasa, que iniciou sua trajetória política como vereador em 2016 antes de chegar à Alerj em 2018, manifestou-se durante o plenário da Assembleia. O deputado negou qualquer envolvimento com atividades ilícitas, classificando a operação como uma perseguição política. “Estou sofrendo essa perseguição política e Deus e a Justiça vão provar que não tenho nada a ver com isso”, declarou o parlamentar, reforçando que exerce seu mandato com dignidade.

Sobre os outros citados, a prefeitura do Rio de Janeiro esclareceu, por meio de nota, que Ulisses de Almeida Marins não faz parte dos quadros de servidores municipais, ressaltando que o ex-vereador também foi reprovado para atuar no Executivo federal em novembro de 2025. O caso segue sob apuração rigorosa das autoridades competentes.

Para acompanhar os desdobramentos desta investigação e outros fatos relevantes que impactam o cenário político e social, continue acompanhando o Fato Paulista. Nosso compromisso é levar até você uma cobertura jornalística pautada pela transparência, seriedade e pela busca constante pela verdade dos fatos.

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