CDHU adota monitoramento de emissões de carbono em canteiros de obras no estado de São Paulo

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A CDHU monitora emissões de carbono em obras habitacionais de oito cidades paulistas, focando em sustentabilidade e redução de impacto ambiental.
ando critérios relacionados ao impacto climático, ao planejamento e à execução d
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Compromisso com a sustentabilidade na construção civil

A Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) deu um passo importante para a modernização de suas práticas construtivas ao publicar, neste mês de junho, o Relatório Anual de Sustentabilidade, Administração e Carta de Governança 2025. O documento detalha os resultados de um monitoramento rigoroso sobre as emissões de gases de efeito estufa (GEE) em nove empreendimentos habitacionais espalhados por oito municípios paulistas, totalizando 1.845 unidades habitacionais em análise.

Para viabilizar este levantamento, a companhia utilizou a ferramenta CECarbon, um software especializado que permite mensurar e comparar o desempenho ambiental de projetos de grande escala. A iniciativa reflete uma tendência crescente no setor público de incorporar critérios de impacto climático diretamente no planejamento e na execução de obras habitacionais, visando alinhar o desenvolvimento urbano às metas globais de descarbonização.

Parceria técnica para padronização de dados

A implementação dessa metodologia não ocorreu de forma isolada. Em 2025, a CDHU formalizou um termo de cooperação com o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP). Essa aliança foi fundamental para garantir que os dados fossem coletados de maneira uniforme, seguindo padrões técnicos rigorosos.

O trabalho conjunto incluiu uma série de encontros técnicos e treinamentos intensivos. O público-alvo dessas capacitações foram as equipes internas da própria companhia e as empresas gerenciadoras responsáveis pela execução das obras. O objetivo central foi qualificar a elaboração dos relatórios de emissões, garantindo que as informações coletadas fossem precisas e comparáveis entre os diferentes canteiros de obras monitorados.

Entendendo as fontes de emissão no setor

O monitoramento seguiu as diretrizes internacionais para o cálculo de emissões, dividindo os impactos em três categorias distintas. O Escopo 1 engloba as emissões diretas, majoritariamente provenientes do consumo de combustíveis fósseis pelas máquinas e veículos que operam nos canteiros. O Escopo 2 refere-se às emissões indiretas, decorrentes do consumo de energia elétrica nas instalações.

O dado mais revelador do relatório diz respeito ao Escopo 3, que compreende as emissões indiretas associadas a toda a cadeia de suprimentos. Este item concentrou o maior volume de impacto, atingindo mais de 63 mil toneladas de CO₂ equivalente. Segundo a CDHU, esse resultado é reflexo direto do alto volume de materiais de construção necessários, da logística de transporte envolvida e dos serviços terceirizados contratados ao longo da execução dos projetos.

Perspectivas para o futuro das obras públicas

Em comparação, os escopos 1 e 2 apresentaram números significativamente menores, totalizando 1,8 mil e 1,4 mil toneladas de CO₂, respectivamente. A estruturação dessa base de dados é vista como um marco para a gestão pública, pois permite que a companhia defina estratégias de mitigação mais eficazes e tome decisões baseadas em evidências concretas para reduzir a pegada ambiental de futuras construções.

O projeto não deve parar por aqui. A CDHU já confirmou que, para o ano de 2026, a meta é ampliar o escopo do monitoramento, incluindo novos empreendimentos na base de dados. Para conferir os detalhes técnicos e os dados completos, os interessados podem acessar o Relatório Anual de Sustentabilidade 2025 oficial da instituição.

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