Câmara aprova dispensa de licitação para hemoderivados produzidos pela Hemobrás

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Câmara dos Deputados aprova dispensa de licitação para Hemobrás fornecer hemoderivados ao SUS, visando economia de R$ 1 bilhão e soberania sanitária.
© Hemobrás/Divulgação
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Fortalecimento da produção nacional de medicamentos

A Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (17), um projeto de lei estratégico para a autonomia do sistema de saúde brasileiro. A proposta estabelece a dispensa de licitação para o fornecimento de medicamentos hemoderivados ao Sistema Único de Saúde (SUS), desde que a Hemobrás seja a única instituição nacional capaz de produzi-los. Com 285 votos favoráveis e 106 contrários, o texto segue agora para análise no Senado.

A Hemobrás, estatal criada em 2004, desempenha um papel fundamental no processamento de plasma sanguíneo coletado em todo o território nacional. A medida busca otimizar a relação entre o Estado e sua própria indústria, permitindo que o governo utilize seu poder de compra para fomentar o desenvolvimento tecnológico e a soberania sanitária do país.

Justificativa e impacto no setor de saúde

O autor do projeto, deputado Jorge Solla (PT-BA), defendeu que a exigência de licitação torna-se inócua quando o Estado detém a exclusividade da produção. Segundo o parlamentar, a medida é essencial para garantir a continuidade de políticas públicas de saúde, assegurando que insumos vitais cheguem aos pacientes sem os entraves burocráticos que frequentemente atrasam o abastecimento hospitalar.

O relator da matéria, deputado Clodoaldo Magalhães (PV-PE), reforçou que a proposta respeita a legislação vigente. Ele destacou que a dispensa é condicionada à inexistência de outros produtores públicos, garantindo que o mercado de biotecnologia continue competitivo e eficiente, sem que o Estado fique refém de processos morosos para adquirir itens que ele mesmo produz.

Expansão e economia para o SUS

O projeto ganha relevância em um momento de expansão da infraestrutura da estatal. No ano passado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva inaugurou dois blocos de produção de hemoderivados em Goiana (PE), um marco para a indústria farmacêutica brasileira. A unidade é responsável por processar plasma para a fabricação de itens essenciais, como albumina, imunoglobulina e fatores de coagulação.

Esses medicamentos são indispensáveis para o tratamento de pacientes com hemofilia, queimaduras graves, doenças raras e para procedimentos de alta complexidade em UTIs. A expectativa do governo é que, até o próximo ano, a empresa domine todas as etapas produtivas, suprindo a demanda integral do SUS. Estima-se que a medida gere uma economia anual de até R$ 1 bilhão para o Ministério da Saúde (MS), recursos que poderão ser redirecionados para outras áreas da assistência médica.

Para acompanhar os desdobramentos desta votação e outras decisões que impactam a saúde pública e a economia nacional, continue lendo o Fato Paulista. Nosso compromisso é levar até você informações apuradas, relevantes e contextualizadas sobre os temas que movem o Brasil.

Saiba mais sobre o funcionamento da estatal no site oficial: Hemobrás.

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